05:16 19 Outubro 2021
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    Senadora afirma que Dilma decidiu não depor na Comissão do Impeachment

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    Impeachment no Senado (104)
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    Na próxima quarta-feira (6) está previsto o depoimento da presidenta afastada Dilma Rousseff na Comissão Especial do Impeachment no Senado. Por não ser obrigada a comparecer, Dilma não deve depor, e será novamente representada pelo ex-Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo.

    Ao conversar com a imprensa, a senadora Vanessa Grazziotin, do PC do B do Amazonas, antecipou que Dilma não deve mesmo comparecer, pois o placar da Comissão Especial do Impeachment já estaria definido com a maioria favorável pelo afastamento definitivo da presidenta. Vanessa Grazziotin disse ainda, que Dilma está se preparando para fazer a própria defesa no Plenário do Senado.

    “Eu até achava num primeiro momento que ela deveria vir. Entretanto, analisando a composição da Comissão, analisando as posições, ela achou melhor não vir, virá ao Plenário do Senado Federal. Eu até acho que a medida é correta, na Comissão ela já tem o placar definido, e eles dizem isso. Temos que aguardar o Plenário e ao Plenário ela virá com muita garra.”

    O senador José Medeiros, (PSD-MT), afirmou que não há qualquer estratégia por parte da acusação para constranger Dilma, para que ela não compareça ao depoimento. Para José Medeiros, Dilma está é fugindo para não responder aos questionamentos dos senadores favoráveis ao impeachment.

    “Perguntas inquietantes seriam feitas. Talvez, o fato de ser confrontada com isso é que levou a presidente a não vir. Até porque ela tem adotado um discurso de retórica para a plateia. Talvez, ao ser confrontada com os números e com os fortes argumentos e ao se deparar com a verdade, talvez isso tenha feito a presidente optar por não vir.” 

    Conforme o calendário de trabalhos da Comissão, na terça-feira (5), os três analistas do Senado e os assistentes técnicos ouvidos pela acusação e pela defesa, vão responder a questões dos senadores sobre o resultado na perícia dos documentos que serviram de base para o processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

    Conforme o relatório dos peritos, houve desrespeito à Lei Orçamentária na edição de três dos quatro decretos assinados pela presidenta afastada, porém, não houve a participação direta de Dilma Rousseff na questão do atraso de pagamento ao Banco do Brasil pelo Plano Safra, as chamadas pedaladas fiscais.

    Depois de ouvir os analistas e técnicos, e a defesa de Dilma, através de José Eduardo Cardozo, a Comissão Especial do Impeachment do Senado volta a se reunir no dia 2 de agosto para a leitura do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que em seguida será discutido e votado na Comissão nos dias 3 e 4 de agosto. O Plenário do Senado se manifestará sobre o parecer no dia 5 de agosto. 

    De acordo com o Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se o Senado decidir pelo julgamento da presidenta afastada Dilma Rousseff, a votação definitiva sobre o caso deve acontecer entre os dias 25 e 27 de agosto. 

    Tema:
    Impeachment no Senado (104)
    Tags:
    Brasília, Brasil, Dilma Rousseff, Senado Federal, Comissão Especial de Impeachment, impeachment, depoimento, julgamento
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