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    Porto de Manaus, setembro, 19, 2013

    Secretário de Comércio Exterior propõe vencer desafios no Brasil cooperando com Rússia

    © flickr.com/ Dan Lundberg/CC BY-SA 2.0
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    Impulsionar o comércio bilateral entre o Brasil e a Rússia é que pode ajudar a resolver os desafios econômicos que os dois estados estão enfrentando, disse o secretário de Comércio Exterior do Brasil à Sputnik.

    Daniel Marteleto Godinho disse que os dois países poderiam melhorar seus laços comerciais na área de máquinas, equipamentos, eletrônica e construção, sublinhando que o Brasil quer definitivamente expandir ambas as suas importações e exportações com a Rússia.

    "A Rússia sempre foi um importante parceiro comercial estratégico para o Brasil. É claro que ambos os países estão enfrentando dificuldades quando se trata dos preços das commodities, especialmente de petróleo. Mas a solução para este momento difícil atual é realmente mais comércio. Então, há uma série de produtos e setores para que deveríamos estar olhando. E, claro, estamos dispostos a fazê-lo", disse ele.

    Ao mesmo tempo, Daniel Marteleto Godinho destacou que os países do Ocidente não causam pressão ao Brasil para prejudicar as relações com a Rússia.

    Antes foi divulgada a informação de que o Departamento de Estado comunica com os empresários norte-americanos, europeus e outros para convencer as companhias em não colaborarem com a Rússia.

    Além disso, o secretário de Comércio Exterior destacou mais um país que é uma prioridade para o Brasil:

    “O Irã é um parceiro comercial tradicional do Brasil. Cooperamos estreitamente com o seu governo para estimular as exportações e importações.”

    Daniel Marteleto Godinho fez lembrar que o Brasil e o Irã criaram mecanismos para ativar o comércio bilateral.

    O secretário de Comércio Exterior abordou mais um tema urgente – o Brexit. De acordo com ele, o evento pode prejudicar o futuro das negociações entre o MERCOSUL e a União Europeia. 

    “Quando se trata do processo das negociações comerciais entre o MERCOSUL e a UE, a Grã-Bretanha sempre apoiou este acordo. Significa que vamos ver certo impacto negativo ao processo das negociações. Por outro lado, cremos que a Comissão Europeia e União Europeia em geral continuarão este processo”, opina Godinho.

    Entretanto, ele frisou que as relações bilaterais com a Grã-Bretanha não vão sofrer. 

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    Tags:
    comércio exterior, Mercosul, Daniel Godinho, UE, Irã, Rússia, Brasil
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