21:05 22 Setembro 2020
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    O Brasil foi apontado como o país onde mais ativistas ambientais e da terra foram mortos em 2015, com 50 casos, segundo o levantamento "Em terreno perigoso", divulgado nesta segunde-feira (20) pela organização não governamental Global Witness.

    De acordo com a ONG, durante este período foram assassinados 185 ativistas em todo o mundo, sendo este o maior número de mortes por ano de ambientalistas já registrado pela entidade – um aumento de 59% na comparação com 2014.

    “Em 2015 mais de três pessoas por semana foram assassinados por defender suas terras, florestas e rios contra indústrias destrutivas” – diz a entidade.

    No ranking da Global Witness, o Brasil é seguido pelas Filipinas, com 33 assassinatos; Colômbia, com 26; Peru e Nicarágua, com 12 casos; e a República Democrática do Congo, com 11 casos.

    Segundo a entidade, as principais causas de morte dos ambientalistas estão ligadas ao envolvimento das vítimas em conflitos contra a atividade de mineração (42 mortes), agronegócio (20), exploração madeireira, com 15 assassinatos, e projetos de energia hidrelétrica, também com 15 casos.

    Trabalhadores Sem Terra choram em protesto pela morte dos 19 campesinos massacrados em Eldorado dos Carajás em 1996 - foto de 17 de abril de 2001
    © AFP 2020 / MAURICIO LIMA
    A Global Witness atua contra abusos de direitos humanos e ambientais na exploração de recursos naturais no mundo e estima que os números são ainda maiores, levando em conta as dificuldades para se obter informações sobre essas mortes.

    Segundo informou a Agência Brasil, entre os assassinatos no Brasil está o do líder comunitário Antônio Isídio Pereira da Silva, encontrado morto na véspera do Natal no povoado de Vergel, no município de Codó (MA), após uma semana desaparecido.

    Tags:
    ambientalistas, assassinatos, mortes, Brasil
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