11:24 03 Dezembro 2020
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    Janot não confirma pedidos de prisão de líderes do PMDB e Parlamentares pedem explicações

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    O Procurador Geral da República Rodrigo Janot não confirmou nesta terça-feira (7) ao falar rapidamente com a imprensa sobre os pedidos de prisão junto ao Supremo de Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney e Eduardo Cunha por obstrução das investigações da Operação Lava Jato.

    Ao deixar uma reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal, Janot disse apenas “não confirmo nada”, para a imprensa que o aguardava.

    A informação divulgada nesta terça-feira (7) em reportagem do Jornal O Globo repercutiu entre os parlamentares no Senado e na Câmara, onde acontecia discussão da cassação do deputado afastado Eduardo Cunha por quebra de decoro parlamentar, no Conselho de Ética da Casa.

    Aliado de Cunha, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) não acredita que o possível pedido de Janot de prisão se já acatado.

    “Eu não acredito em prisão, de forma nenhuma, até porque não existe motivo para isso aconteça. A não ser que tentar e querer ser absolvido no Conselho de Ética seja crime. A não ser que se defender tenha passado a ser crime, coisa que eu não acredito que tenha acontecido.”

    Já o presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PR-BA) acredita que o pedido de prisão apresentado pela Procuradora Geral da República ao Supremo só confirma que Eduardo Cunha mesmo afastado da presidência da Câmara ainda tenta obstruir as investigações tanto no colegiado quanto na Justiça. Para José Carlos Araújo a medida deve servir de alerta aos deputados na hora do voto no processo de cassação de Cunha.

    “Vai fazer com que os deputados pensem com certeza. Embora Eduardo Cunha esteja afastado, ele continua manobrando aqui na Câmara. O Conselho de Ética sente a cada instante os dedos do Eduardo Cunha.”

    No Senado, a senadora Ana Amélia (PP-RS) disse em sessão deliberativa estar perplexa com o pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República e pede diálogo franco por parte de Renan Calheiros para com os senadores.

    “Especialmente em relação ao senador Renan Calheiros, precisa  ter um diálogo franco e aberto com os seus pares, da mesma forma como expressou em uma nota oficial distribuída à imprensa, esse cuidado na relação com seus pares aqui no Senado Federal. Nós estamos atravessando um dos períodos mais sensíveis do país. A crise econômica que avança também no espectro da crise política sem precedentes, agora envolvendo os poderes Executivo e Legislativo, e de outro lado uma crise moral, que nós estamos vendo a cada investigação, e a cada notícia, que esta já famosa internacionalmente Operação Lava-Jato está desvendando.”

    A líder do PC do B do Amazonas, Vanessa Grazziotin também comentou na tribuna do Senado o pedido de prisão do Presidente da Casa, Renan Calheiros, e do senador Romero Jucá. Vanessa Grazziotin criticou o fato de receber a notícia pela imprensa, e que os parlamentares querem uma explicação formal por parte do Supremo Tribunal Federal sobre a questão.

    “Ficamos sabendo desse fato como ficou sabendo todo o país através dos meios de comunicação. Nós estamos a aguardar uma informação formal, oficial, por parte do Supremo Tribunal Federal. Eu acho que não há nem o que se discutir, eu não me sinto à vontade em discutir absolutamente sem que tenhamos qualquer informação oficial, porque é muito grave o que está acontecendo. É o pedido de prisão do presidente do Senado do Congresso Nacional, de um outro senador da República, do presidente da Câmara dos Deputados. Todos os senadores tem o direito de tomar conhecimento de tudo o que está acontecendo, até para que possamos opinar.”

    Conforme veiculado na imprensa, os pedidos de prisão de Rodrigo Janot já estariam nas mãos do ministro do Supremo Teori Zavascki há pelo menos uma semana. Apesar da repercussão no Congresso, as assessorias do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República não confirmam as solicitações de Janot.

    Tema:
    Brasil entre Temer e Dilma (110)
    Tags:
    Operação Lava Jato, obstrução, prisão, cassação, STF, Congresso Nacional, Procuradoria Geral da República, Brasil, Brasília
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