10:43 01 Março 2021
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    Brasil entre Temer e Dilma (110)
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    O presidente da Comissão do Impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB) decidiu nesta segunda-feira (6) voltar atrás e restabeleceu o rito de 1992, usado no impedimento do ex-presidente Collor, retomando os prazos de até 15 dias para apresentação da defesa da Presidenta afastada Dilma Rousseff, bem como para a acusação.

    Com a alteração no cronograma, a votação do parecer da comissão no plenário volta a ficar para o início de agosto, e não mais para julho, como queriam os apoiadores do governo interino de Temer.

    Durante a sessão da Comissão nesta segunda-feira (6), o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) afirmou que não alterou sua posição por pressão externa, mas que foi dada com base técnica.

    “Essa decisão foi absolutamente pessoal. Como disse na última reunião, na presidência não podemos aceitar qualquer tipo de pressão, porque isso desvirtuaria o trabalho de nossa comissão," explicou Lira.

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandoski ainda analisa recurso apresentado pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que questiona o número de testemunhas apresentados pela defesa. O recurso pede que Dilma Rousseff tenha direito a 16 testemunhas, e não mais 40 como foi pedido por sua defesa.

    A próxima reunião da  Comissão de Impeachment acontece na quarta-feira (8), 11h, para ouvir as testemunhas de acusação: Júlio Marcelo de Oliveira, procurador do TCU, e o auditor Antonio Carlos Carvalho, além dos nomes arrolados pelos senadores. Os senadores também chamaram como testemunhas de acusação Rogério Jesus Alves Oliveira, Adriano Pereira de Paula, Otávio de Medeiros e Jânio Macedo, técnicos do governo, para falar das operações de crédito. 

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    Brasil entre Temer e Dilma (110)

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    comissão especial, impeachment, Senado Federal, Brasil, Brasília
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