19:39 16 Junho 2019
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    Reunião da comissão do impeachment no Senado

    Comissão do Impeachment vota requerimentos sob protestos de senadores partidários de Dilma

    Lula Marques/Agência
    Brasil
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    Impeachment no Senado (104)
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    Após cerca de 10 horas de reunião, com duas de intervalo, a Comissão Especial Processante do Impeachment encerrou esta quinta-feira (2) com a votação de requerimentos pelo plenário e protestos veementes de senadores partidários da presidenta afastada Dilma Rousseff, informou Agência Brasil.

    Após longa discussão sobre como seria a votação dos requerimentos apresentados, o presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), determinou que fossem votados em quatro fases: primeiro os que foram acatados pelo relator, Antonio Anastasia (PSDB-MG); depois os que ele rejeitou; em seguida, os que foram destacados pelos parlamentares e depois os destacados pela defesa.

    Indignados com a decisão de Lira, os parlamentares da antiga base governista de Dilma decidiram abandonar a sessão e foram seguidos, logo depois, pelo advogado da presidente afastada, José Eduardo Cardozo. Eles queriam que os mais de 80 requerimentos fossem discutidos e votados um a um para que a defesa pudesse fazer argumentação sobre todos, ou então que fosse concedida vista coletiva para que a votação ocorresse em outro dia. A decisão de Lira de votar os requerimentos em bloco provocou a acusação de Cardozo de cerceamento do direito de defesa.

    Foram rejeitados os pedidos para que áudios e conteúdos de delações premiadas fossem incluídos como provas no processo e aprovados apenas os requerimentos para que o TCU e a Secretaria do Tesouro Nacional prestem informações sobre os decretos de suplementação orçamentária e o Plano Safra – que embasam a acusação contra Dilma.

    Após a votação dos requerimentos, Lira encerrou a reunião. A próxima reunião da Comissão Processante do Impeachment foi marcada para segunda-feira (6) à tarde.

    Ao deixar a reunião, Cardozo disse ainda que iria se queixar com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e e presidente do processo de impeachment, ministro Ricardo Lewandowskil, e pedir que a votação dos requerimentos seja refeita. "Não querem nem perder tempo com votaçao. É uma situação que não é um processo de impeachment, nem sua ritualística. Nem o rito é respeitado mais. Eles querem acabar o pocesso em junho. É uma violência brutal", afirmou o advogado.

    Tema:
    Impeachment no Senado (104)
    Tags:
    impeachment, José Eduardo Cardozo, Antonio Anastasia, Raimundo Lira, Brasil, Brasília
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