10:56 12 Abril 2021
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    Brasil entre Temer e Dilma (110)
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    A alteração da meta fiscal do governo este ano foi aprovada na madrugada de hoje (25) pelo Congresso Nacional após mais de 16 horas de discussão e obstruções duras de aliados da presidente afastada Dilma Rousseff.

    A medida anunciada pelo presidente em exercício Michel Temer, sendo aprovada pelo plenário do legislativo, autoriza para que o país encerre o ano com um déficit de orçamento de R$ 170,5 bi. A votação foi considerada como o primeiro teste do governo interino no Congresso em meio a crise político-econômica no país. O aval dos parlamentares marca a 1ª vitória da nova gestão e traz alivio às autoridades, que logo depois de assumirem as pastas, enfrentaram uma série de turbulências.

    Além de ser simbólica, a aprovação da nova meta defendida pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles como "realista", permite governo federal de não cortar despesas extra de 137,8 bilhões, o que travaria a maquina pública. Resumindo, se a matéria não fosse aprovada a implementação dos projetos peemedebista para recuperar a economia seria inviabilizada.

    Em pronunciamento na manhã de ontem (24) Temer pediu os esforços dos congressistas para "ajudar a tirar o país da crise", dando ênfase na prioridade deste projeto.

    O presidente do Congresso, Renan Calheiros, agilizou a votação da nova meta fiscal. A sessão parlamentar aberta às 11h30, mesmo que o senador conseguiu evitar a votação dos destaques separadamente e rejeitou os em votação simbólica, se arrastou por mais de 16 horas, devido à necessidade de analisar em primeiro lugar 24 vetos presidenciais que impediam a análise de novos projetos.

    Entretanto, as dificuldades do PMDB diante da oposição pró-Dilma (que pediu diversas vezes que a matéria fosse votada na Comissão Mista de Orçamento) foram superadas na votação — congressistas da base Temer conseguiram manter o quórum alto e superaram as manobras regimentais dos oposicionistas para comemorar o resultado favorável ao novo governo.

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    Tags:
    crise, votação, rombo, meta fiscal, orçamento, déficit, Comissão Mista do Orçamento, PT, PMDB, Congresso Nacional do Brasil, Henrique Meirelles, Renan Calheiros, Michel Temer, Brasília, Brasil
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