08:01 05 Abril 2020
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    Apesar da recriação do Ministério da Cultura, que havia sido extinto e incorporado ao Ministério da Educação pelo governo, manifestantes de diversas capitais do país decidiram manter por tempo indeterminado as ocupações de prédios ligados ao MinC, como a sede regional do MinC no Recife e a sede da Funarte de São Paulo.

    De acordo com a Agência Brasil, a maioria das permanências foi decidida em assembleias realizadas nos locais das ocupações nesta terça-feira (24). Os participantes das ocupações alegam que não reconhecem o governo do presidente Michel Temer e consideram o afastamento de Dilma Roussef um golpe.

    protestos cultura
    Rovena Rosa/Agência Brasil
    Em Recife, o grupo diz que só deixará o local “quando a democracia voltar”. “Golpe não, nossa voz na rua vem para lutar. Eu não abro mão do que sonhamos juntos” – diz um trecho de uma das músicas entoadas constantemente do lado de fora do prédio ocupado.

    Em São Paulo, a Fundação Nacional de Artes (Funarte), ocupada desde o dia 17 de maio por artistas e ativistas da área de cultura, conta com a mobilização constante de 200 a mil pessoas, dependendo do período do dia, segundo informam os ocupantes.

    O grupo paulista de manifestantes oferece também uma agenda diária de eventos, divulgados diariamente na página criada pelos artistas em rede social: www.facebook.com/Ocupafunartesp.

    Ao dar posse hoje ao novo ministro da Cultura, Marcelo Calero, após extinguir a pasta e recriá-la no último sábado, o presidente interino disse reconhecer que o setor é de “fundamental importância para o país”.

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    Tags:
    ocupação, golpe, protesto, Ministério da Cultura, Michel Temer, Brasil
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