07:04 28 Janeiro 2020
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    1973
    Nos siga no

    Diretor executivo Central Única dos Trabalhadores (CUT), Júlio Turra, comentou em entrevista exclusiva à Sputnik a medida liminar que determinou o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Presidência da Câmara dos Deputados e a suspensão do seu mandato de deputado federal.

    Turra destacou que, apesar de positiva, a medida liminar foi concedida "com muito atraso".

    “Cunha é réu em processos no Supremo Tribunal Federal e, por isso, já deveria ter sido afastado do cargo há muito mais tempo. O que nos intriga, aqui na CUT, é o fato deste afastamento só ter ocorrido depois dele conduzir todo procedimento relativo ao impeachment da Presidente Dilma Rousseff e, em seguida, entregar o processo ao Senado" – diz Turra.

    Nesse sentido, o diretor executivo da CUT atentou para a possibilidade de o afastamento de Cunha esconder motivos escusos, como peça de um plano mais amplo visando o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República.

    "Nosso temor é de que tudo isso faça parte do golpe para afastar Dilma. É preciso sacrificar uma cabeça – e uma cabeça do porte de um Eduardo Cunha – para que o impeachment passe no Senado. Então, se de um lado ficamos aliviados com o afastamento ainda que temporário do Cunha, por outro, ficamos preocupados com o real sentido desta medida" – alerta Turra.

    Por fim, o diretor executivo da CUT destacou "o fato de que, se nada acontecesse, Cunha se tornaria o primeiro na linha sucessória caso Michel Temer assuma mesmo a Presidência da República"."Neste caso, bastaria o Temer deixar o país para que Cunha se tornasse Presidente, o que no caso dele é inadmissível" – concluiu Turra.

    Tags:
    afastamento, CUT, Eduardo Cunha, Júlio Turra
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar