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    O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou na tarde desta quarta-feira que julgará amanhã (5) o pedido da Rede Sustentabilidade de afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, informou Agência Brasil.

    A ação foi protocolada na Corte nesta terça-feira e está sob a relatoria do ministro Marco Aurélio.

    Presidente da Câmara dos Deputados – Eduardo Cunha
    Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
    A ação sustenta que Cunha não pode permanecer na presidência da Câmara por ser réu em uma ação penal que tramita no STF sobre o suposto recebimento de U$S 5 milhões de propina em contratos de navios-sonda da Petrobras. Para o partido Rede Sustentabilidade, Cunha está na linha sucessória da Presidência da República, cargo que não admite, de acordo com a Constituição, ser exercido por um réu.

    Ao fazer o anúncio do julgamento, o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, disse que a Corte deve resolver a questão amanhã, porque será a última sessão do STF antes da votação no plenário do Senado sobre o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Ela será afastada por 180 dias, em caso de aprovação. A votação está prevista para a próxima quarta-feira (11).

    Caso o Senado aprove a admissibilidade do impeachment e o afastamento de Dilma por 180 dias, Michel Temer, atual vice-presidente, assumiria o cargo e Cunha seria o primeiro na linha sucessória, exercendo na prática as atividades de vice.

    A Constituição proíbe que um réu assuma uma cadeira no Palácio do Planalto, mesmo de forma interina, no caso de uma viagem de Temer para fora do país, por exemplo.

    Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, fala durante a entrevista coletiva no Congresso Nacional, Brasília, Brasil, 31 de março de 2016
    © AFP 2021 / BETO BARATA
    No mês passado, o Supremo abriu ação penal contra Cunha e a ex-deputada federal e atual prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Almeida, pelos crimes de corrupção. Cunha passou a condição de primeiro réu nas investigações da Operação Lava Jato que tramitam no Supremo.

    Cunha é alvo de um segundo pedido de afastamento, feito no ano passado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O pedido é mais amplo e solicita que Cunha seja afastado do cargo, mas não deve julgado amanhã.

    Para justificar o pedido, o procurador citou 11 fatos que comprovariam que Cunha usa o mandato de deputado e o cargo de presidente da Casa “para intimidar colegas, réus que assinaram acordos de delação premiada e advogados”.

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    Tags:
    Operação Lava Jato, Rede Sustentabilidade, STF, Rodrigo Janot, Michel Temer, Dilma Rousseff, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Eduardo Cunha, Brasil
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