11:48 22 Fevereiro 2018
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    Jovem de 17 anos denuncia assédio de deputado João Carlos Bacelar

    Histórias contraditórias complicam caso de deputado acusado de assédio por jovem do MBL

    Facebook/DudaMBLSC
    Brasil
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    Uma jovem de 17 anos de SC fez uma denúncia nas redes sociais contra o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), que a teria assediado via WhatsApp quando ela tentava convencê-lo a votar a favor do impeachment da presidenta Dilma. A assessoria do deputado responsabiliza um assessor pelo caso, mas ainda há muitos indícios conflitantes na história.

    No dia 6 de abril, a menor de idade postou em seu Facebook o seguinte texto, acompanhado de fotos (prints) de sua conversa no celular com o deputado: 

    Hoje venho a público para informar algo muito triste.Nós do Movimento Brasil Livre estamos na Operação Minerva, que…

    Posted by Maria Eduarda Bernardo on Wednesday, April 6, 2016

    Em um comentário sobre a denúncia no perfil da moça, uma mulher que se identifica como “Nadia Rebello Rebello”, personal trainer de Salvador, afirma ser a pessoa que estava com o celular do deputado na hora da conversa:

    Comentário postado no Facebook no dia 7 de abril
    Facebook/nadiarebello.rebello
    Comentário postado no Facebook no dia 7 de abril

    Em outro comentário, ela afirma que o deputado é “baiano e arretado” e que ele “não é homem de ficar em face de picuinhas”, nem “homem de postagens na net” (sic).

    A Sputnik tentou entrar em contato com Nadia, mas não obteve resposta.

    A assessoria do deputado informou que não era Bacelar quem estava usando o celular na conversa com a moça, mas sim um funcionário do gabinete do parlamentar, cujo nome não foi informado.

    Segundo a Folha, a assessoria disse ainda que “Bacelar – que utiliza um celular com o DDD de seu estado e deixa o celular com DDD de Brasília no gabinete – ficou indignado com a atitude do funcionário e pede desculpas pelo ocorrido”.

    No entanto, o portal de notícias Mais PB publicou na quinta-feira (7) a seguinte declaração que o deputado teria dado em conversa exclusiva:

    “Aquilo é uma puta, prostituta, desculpe o palavreado, mas irei processá-la. Ela me mandava mensagens com fotos usando roupas de ginástica e depois vai se fazer de vítima? Irei processá-la. Ela me respeite”.

    A Sputnik falou nesta sexta-feira (8) com a assessoria de imprensa de Bacelar, que negou que o deputado tenha concedido entrevistas sobre o assunto e, ao mesmo tempo, repetiu a versão de que quem mandou as mensagens de assédio para a jovem do MBL teria sido um assessor do parlamentar que estava com o seu celular.

    Contatado pela Sputnik também nesta sexta-feira, o Mais PB confirmou, por sua vez, a veracidade da história publicada no site do portal. Segundo a fonte, o deputado conversou por telefone com um redator na manhã de ontem.

    Maria Eduarda, por sua vez, desafiou o deputado a provar a história das "fotos com roupas de ginástica" e disse que "em nenhum momento" fez isso, tendo inclusive protocolado a conversa em cartório "para não haver dúvidas do que ocorreu".

    "É uma lástima o deputado querer combater o assédio que sofri com mais assédio e difamações que não compactuam com a verdade", disse a moça em declaração à Sputnik. 


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    Tags:
    assédio, WhatsApp, MBL, PR, João Carlos Bacelar, Florianópolis, Santa Catarina, Brasília
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