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    O setor público consolidado, formado pela União, estados e municípios, apresentou em fevereiro último saldo negativo nas contas públicas, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quarta-feira (30), em Brasília.

    O déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 23,040 bilhões, o pior resultado para meses de fevereiro na série histórica, iniciada em dezembro de 2001. Em fevereiro de 2015, o déficit foi bem menor: R$ 2,3 bilhões.

    Congresso Nacional, em Brasília, Brasil
    © REUTERS / REUTERS/Ueslei Marcelino
    Em 12 meses encerrados em fevereiro, o déficit primário ficou em R$ 125,139 bilhões, o que corresponde a 2,11% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Essa relação com o PIB foi a mais elevada da série histórica.

    Em fevereiro de 2016, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) registrou déficit primário de R$ 26,433 bilhões. Os governos estaduais acusaram superávit primário de R$ 2,109 bilhões, e os municipais de R$ 622 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, anotaram superávit primário de R$ 662 milhões no mês passado.

    O BC projeta que, da dívida líquida em relação ao PIB, deve fechar o ano em 41,6% e a bruta em 73,2% do PIB. Essa projeção foi feita com base em projeções do mercado financeiro para o PIB (queda de 3,66%), dólar ao final do ano em R$ 4,15, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 7,31%, Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) em7,43%, taxa Selic em 14,25% ao ano e déficit primário de 1,5% do PIB. Ao se considerar um superávit primário do setor público em 0,15% do PIB, a dívida líquida encerraria o ano em 39,9% do PIB e a bruta em 71,6% do PIB, informou Agência Brasil.

    Tags:
    déficit, economia, Banco Central, Brasil
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