05:18 20 Abril 2019
Ouvir Rádio
    Primeira sessão plenária da Câmara que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma

    Câmara faz sessão extra para acelerar rito do processo de impeachment

    José Cruz/ Agência Brasil
    Brasil
    URL curta
    1149

    No dia seguinte à aprovação dos 65 integrantes da Comissão Especial de 24 partidos que vai analisar o processo de impeachment contra a Presidenta Dilma Rousseff, uma sessão extra na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi realizada para acelerar o rito do impedimento.

    A última vez em que a Casa realizou uma sessão em uma sexta-feira foi há mais de um ano. Mas a mobilização da oposição garantiu quórum de 51 deputados. Com a presença mínima, a sessão contará como prazo para os trabalhos da comissão de impeachment, passando para 9 as sessões de defesa da presidenta.

    Durante os trabalhos de hoje, a única representante do PT presente foi a Deputada do Distrito Federal Érika Kokay, que criticou a falta de comprometimento por parte dos deputados em outras Comissões, como no Conselho de Ética, que julga processo contra o Presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

    “Todo esse arfã, toda essa pressa para que pudesse dar um quórum, para a contagem do tempo na Comissão do Impeachment, nós não vemos com o que diz respeito ao Presidente da Casa”, se queixou Kokay.

    Em declarações à imprensa, o líder do PMDB na Câmara, Deputado Antonio Imbassahy, garantiu que os parlamentares vão continuar organizados para ter o quórum necessário para as próximas sessões.

    "A gente tem a mais absoluta convicção de que os deputados não vão faltar com as suas obrigações e dar um quórum também na próxima quarta-feira, sexta, segunda-feira que virão, sempre com esse pensamento de trazer o quanto antes para o Plenário da Casa o processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff”.

    Eleito Presidente da Comissão Especial, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) defendeu uma análise rápida, mas com isenção, no processo de impeachment contra Dilma.  

    “Avançar e esclarecer da forma mais transparente, com o maior número de reuniões e debates possível. É avançar. É realmente dar o direito de defesa para as partes, mas ao mesmo tempo avançar, porque o país clama por resposta dessa Casa”.

    No Senado, os parlamentares também defendem uma análise rápida do processo de impeachment, mas de forma equilibrada. Após a eleição da comissão especial, o Presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que o momento é de prudência, lembrando que caso a Câmara decida pelo afastamento de Dilma, o processo só vai ser instaurado depois de ser chancelado pelo Senado.

    Em discurso no plenário, também nesta sexta-feira, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a maneira como vem sendo tratado o sistema de justiça no Brasil, com grande parcialidade, e disse que o governo Dilma vem sofrendo ataques de um Estado policial. Segundo ele, juízes, membros do Ministério Públicos e policiais, em todos os níveis, não escondem suas preferências políticas.

    “O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Melo, recentemente declarou que a pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Creio que nós vivemos um momento importantíssimo da nossa história. Eu sinceramente espero que esse golpe não aconteça, que o impeachment não seja aprovado, porque não há bases jurídicas para isso".

    A comissão especial do impeachment já tem nova reunião marcada para segunda-feira, dia 21 de março, às 17h.


    Mais:

    Acompanhe ao vivo as manifestações pela democracia que acontecem em todo o Brasil
    Espectros da Maidan: Manifestantes pedem golpe à la Ucrânia no Brasil
    Opinião: ‘Lula no Ministério é bom para o Governo e é bom para o Brasil’
    Especialista: Do jeito em que está, pedido de impeachment não tem fundamento
    Processo de impeachment de Dilma vai depender de decisão do Senado Federal
    Tags:
    impeachment, Marco Aurélio Melo, Érika Kokay, Antonio Imbassahy, Renan Calheiros, Lindberg Farias, Eduardo Cunha, Dilma Rousseff, Rogério Rosso, Brasília, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar