05:10 22 Maio 2018
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    Aedes Aegypti, portador do vírus da Zika

    0800 Saúde: Governo lança aplicativo contra o Aedes Aegypti

    © AFP 2018 / Luis Robayo
    Brasil
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    Zika Vírus: Alerta global (77)
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    Os ministérios das Comunicações e da Saúde lançaram nesta quarta-feira um novo aplicativo para celular, o 0800 Saúde, que promete auxiliar ainda mais a população brasileira no combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika.

    Desenvolvida em parceria com a empresa Qualcomm, essa plataforma móvel, que estará disponível tanto para o sistema Android quanto para o iOS, ajudará na divulgação de informações precisas sobre as doenças e sobre as medidas mais indicadas para evitar a proliferação do vetor, mostrando também a localização de postos de saúde do SUS e Farmácias Populares mais próximas, para a retirada de medicamentos gratuitos, entre outros serviços.

    Graças a um acordo firmado com as quatro maiores operadoras de telefonia do país (Vivo, Claro, Tim e Oi), será gratuito o acesso ao aplicativo, que, além de beneficiar a população, promete também ajudar o governo a melhorar a eficiência do atendimento e otimizar o trabalho de conscientização, reduzindo custos.

    Como as pesquisas para criação de vacinas e medicamentos contra a zika ainda estão em andamento, o combate ao Aedes Aegypti continua sendo a principal arma da população. De técnicas de radiação e esterilização nuclear à introdução de mosquitos geneticamente modificados, muitas propostas vêm sendo discutidas e analisadas pelas autoridades do setor. Mas, desde que relatos sobre suspeitas de que um dos inseticidas que vinham sendo amplamente utilizados poderia ter alguma ligação com a microcefalia (doença que vem sendo associada ao zika vírus) — o que acabou sendo desmentido depois, a preocupação com as consequências dessas ações contra o Aedes também vem crescendo.

    Recentemente, o site GreenMe.com apresentou uma lista de métodos ecológicos que já vêm sendo adotados no controle do mosquito e que poderiam ser ampliados. 

    Embora os estudos estejam ainda em desenvolvimento, a utilização de determinados peixes em águas urbanas pode ser uma forma inteligente de se evitar que as larvas do mosquito consigam chegar à fase adulta. Como a tarefa de caçar larvas é muito específica, não é qualquer espécie de peixe que pode cumprir essa missão, que precisa ser analisada com cuidado, por conta das implicações ambientais. Mas, segundo o site, a técnica já vem sendo utilizada em El Salvador há quatro anos, com resultados promissores.

    Além dos peixes, outro predador em potencial do mosquito que vem mobilizando o Brasil seria a libélula, conhecida por se alimentar com frequência. Uma maneira de levar esse inseto para áreas de criadouro do Aedes é através da introdução de plantas que possam atrair as libélulas, como a crotalária, que possui flores amarelas muito apreciadas por esses pequenos animais.

    De acordo com o site, outra arma que tem se mostrado muito eficiente até o momento é um inseticida biológico à base de bacillus turinguensis, uma bactéria muito eficaz contra as larvas do Aedes, que morrem em no máximo 24 horas após o contato com o micro-organismo. 

    Tema:
    Zika Vírus: Alerta global (77)
    Tags:
    mosquito, Aedes Aegypti, Chikungunya, dengue, zika, 0800 Saúde, Oi, Tim, Claro, Vivo, Qualcomm, Brasil
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