03:08 23 Agosto 2017
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    Anéis olímpicos dos Jogos de 2016, no Parque Madureira
    © AFP 2017/ YASUYOSHI CHIBA

    Comitê Rio 2016 nega risco de infestação de Aedes Aegypti durante Jogos Olímpicos

    Brasil
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    Rio 2016 (253)
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    O Comitê organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 convocou uma coletiva com a imprensa para esclarecer detalhes sobre os preparativos finais do evento e as medidas que estão sendo tomadas contra o Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya.

    Médicos do Comitê Rio 2016 e autoridades de saúde tiraram as dúvidas de jornalistas brasileiros e internacionais. O Comitê informou que está seguindo as normas da OMS, e que as ações de combate ao mosquito vão ser intensificadas em parceria com os governos municipal e estadual, para garantir a segurança das instalações olímpicas para atletas e visitantes durante os Jogos.

    Até o início das Olimpíadas, os espaços esportivos receberão 23 eventos-teste, e, a partir do dia 21 de abril, começa a passagem da Tocha Olímpica por 300 cidades brasileiras.

    De acordo com o Comitê Rio 2016, a OMS não fez nenhuma restrição ou limitação de viagens para o Brasil, especialmente para o Rio de Janeiro, diante dos casos de microcefalia no país.

    Durante o encontro, João Granjeiro, médico do Comitê Organizador, procurou tranquilizar os jornalistas sobre o risco de uma epidemia de doenças transmitidas pelo mosquito durante os jogos. De acordo com ele, os meses de agosto e setembro, quando há clima mais frio e seco, historicamente se registra uma queda na transmissão dessas doenças.

    “A Secretaria Estadual Epidemiológica de Saúde tem uma série histórica de 20 anos, em que mostra que, na realidade, esses vetores que transmitem a doença praticamente caem muito e essa transmissão está muito minimizada por ocasião dos Jogos. Nós não vemos isso como sendo um risco importante”.

    O especialista também afirmou que não faltarão recursos para as ações de combate ao mosquito antes dos Jogos.

    “Medidas preventivas como procura e destruição de criadouros desse mosquito já estão sendo tomadas. Medidas como trajes adequados na vila olímpica e uso de repelentes, nós vamos avaliar mais à frente se vai haver necessidade dessa recomendação ou não”.

    O secretário de Saúde do município do Rio de Janeiro, o médico sanitarista Daniel Soranz, também disse à imprensa que não acredita em uma infestação do mosquito durante os Jogos, garantindo que, mesmo assim, as ações de prevenção e combate a doenças como a zika e a dengue vão continuar sendo realizadas.

    “Com a proximidade dos Jogos, a tendência é nós entrarmos nos meses onde temos muito baixa incidência de doenças transmitidas pelo Aedes, mas mesmo assim a Secretaria de Saúde vai manter todas as suas atividades, como mantém todos os anos, e reforçar sempre as orientações de cuidados para toda a população. Em relação a portos e aeroportos, e chegadas de turistas, a nossa agência Anvisa e o próprio Ministério da Saúde têm providenciado uma série de folhetos informativos para a saúde do viajante em geral”. 

    Faltando seis meses para os Jogos, os especialistas ressaltaram ainda que 74% dos ingressos para o evento já foram vendidos e que por enquanto não houve nenhuma devolução de bilhetes ou cancelamento de viagens por conta do problema do zika vírus no Brasil.

    Tema:
    Rio 2016 (253)
    Tags:
    zika, Jogos Olímpicos, OMS, João Granjeiro, Rio de Janeiro, Brasil
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