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    Com a divulgação de dados do Levantamento Rápido de Índices para o mosquito Aedes Aegypti (LIRAa), que indica 199 municípios brasileiros em situação de risco de surto de dengue, o Ministério da Saúde decidiu lançar uma campanha nacional de combate ao mosquito transmissor não só da dengue, mas também da febre Chikungunya e do Zika vírus.

    A estimativa do governo é a de que o Brasil chegue a 1,5 milhão de casos em 2015, contra 555,4 mil no ano passado.

    Em coletiva de imprensa, o Ministro da Saúde, Marcelo Castro, destacou a importância da mobilização de toda a sociedade, afirmando que, neste momento, é fundamental para ajudar a combater a proliferação do mosquito.

    “Agora, é uma luta sem cessar para matar a larva do mosquito onde ele estiver, para o mosquito não nascer. A nossa campanha é bem bolada, que diz de maneira clara: se o mosquito da Dengue mata, ele não pode nascer. Nós temos que envidar todos os esforços para não deixar o mosquito nascer. Como nós fazemos isso? Botando larvicida no lugar onde ele estiver. Quem é que pode fazer isso? A sociedade mobilizada. E pedir para continuar com essa mobilização, porque verdadeiramente é um caso grave de saúde pública que o Brasil está vivendo, e que nós precisamos dar a resposta adequada. Verdadeiramente, nós precisamos mobilizar mais a sociedade. A sociedade precisa chamar mais a si esta responsabilidade, porque, afinal de contas, é a sociedade quem vai pagar o preço maior se não se mobilizar e se não nos ajudar a combater o mosquito da dengue”.

    Ao ser questionado sobre as garantias de que o governo vai fornecer kits suficientes para o extermínio do mosquito transmissor da dengue no país, Marcelo Castro garantiu que a entrega dos kits já está normalizada, e que mesmo com a crise econômica haverá verbas para agir contra a disseminação do inseto no país.

    “Está tudo regularizado. Houve um pequeno atraso, mas está tudo regularizado. Não vai faltar nenhum larvicida, não vai faltar nenhum inseticida, não vai faltar nenhum kit de diagnóstico. Isso é prioridade absoluta do governo da Presidenta Dilma. Para combater o mosquito da dengue, para nós nos livramos dessas doenças tão graves, não haverá falta de recursos. Evidentemente estamos vivendo um momento de dificuldade, de restrição orçamentária, mas o governo age priorizando as suas ações, e não há prioridade maior do que essa que nós estamos vivendo”.

    O Ministro Castro também comentou sobre a provável correlação entre os casos de pessoas contaminadas pelo vírus Zika e a incidência de microcefalia, doença que causa durante a gestação a má formação do crânio. O número de casos de microcefalia no Brasil já ultrapassa 700 registros, todos no Nordeste brasileiro, principalmente no estado de Pernambuco, que contabiliza 500 casos.

    Por ser uma novidade no Brasil, essa possibilidade de vinculação da doença a partir da transmissão do vírus Zika pelo Aedes Aegypti, a preocupação, segundo o ministro da Saúde, é a de que o vírus se espalhe não só para outras regiões, mas também para outros países.

    “Por enquanto, os casos estão restritos ao Nordeste, mas o que todos os infectologistas dizem é que não ficará restrito ao Nordeste. Se é um vírus que está causando a microcefalia, e esse vírus está espalhado por outros estados do Brasil, ele vai causar em todos os outros estados. E mais, devido à mobilização que tem hoje no mundo, ele vai se espalhar por outros países. De imediato, nós comunicamos a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde), em Washington, comunicamos a OMS (Organização Mundial da Saúde), em Genebra, e todos estão acompanhando, porque isso é uma enfermidade, um surto de interesse internacional, interesse do Brasil e de interesse de todos os países”.

    As suspeitas de o vírus zika estar ligado à microcefalia ainda não podem ser confirmadas, mas a microcefalia, segundo o Ministério da Saúde, já fez ao menos uma vítima fatal, em Goiânia, Goiás (GO).

    Tags:
    Brasil, Nordeste, Washington, Genebra, Marcelo Castro, OMS, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), dengue, Chikungunya, zika, Aedes Aegypti
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