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    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou nesta segunda-feira (9) o fim do embargo da Arábia Saudita à importação de carne bovina in natura do Brasil, publicou a Agência Brasil. A proibição começou em 2012 depois de um caso atípico da doença encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como o mal da vaca louca.

    A medida foi oficializada em Riad, durante reunião da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, com a autoridade saudita de Alimentos e Medicamentos, Mohammed Al-Meshal, que assinaram um novo modelo de Certificado Sanitário Internacional.

    Com a abertura, o setor estima que o Brasil tem potencial para exportar 50 mil toneladas de carne bovina ao ano, com valor estimado em US$ 170 milhões. O decreto será publicado ainda hoje pelo Reino da Arábia Saudita, levantando o embargo imediatamente.

    O fim do embargo à carne brasileira sinaliza a abertura também para os demais países do Golfo Pérsico. Somente a Arábia Saudita comprou, em 2014, US$ 355 milhões do produto, o que equivale a quase 100 mil toneladas. O valor representa 10% de tudo o que o Brasil exporta em carne bovina, que soma 1,1 milhão de toneladas anualmente, informou a Agência Brasil.

    Kátia Abreu festejou a decisão de Riad. “Este é um momento muito importante para o Brasil, é motivo de comemoração.” Segundo ela, a Arábia Saudita era um dos últimos países que faltava levantar o embargo. “O último será o Japão, onde deveremos abrir o mercado para nossa carne processada.” Mohammed Al-Meshal destacou a prosperidade da agricultura brasileira e agradeceu a parceria.

    “Dependemos dos alimentos de vocês, precisamos de vocês. A abertura do mercado de carnes é boa para o Brasil, mas também é muito boa para a Arábia e para nossa população”, disse ele.

    A ministra brasileira afirmou que o próximo passo é ampliar a venda de produtos que já têm acesso ao mercado saudita e explorar novos itens, como frutas, mel e arroz. A perspectiva do governo árabe é reduzir a produção própria de grãos para diminuir o consumo de água na agricultura.

    O Brasil já é o maior fornecedor de frango, café e açúcar da Arábia Saudita e “agora teremos uma grande oportunidade de negócios ao reforçar a venda de grãos para este mercado”, observou a ministra, de acordo com sua assessoria em Brasília.

    A Agência Brasil publicou ainda que, da Arábia Saudita, onde se encontra desde domingo (8), a ministra Kátia Abreu seguirá para os Emirados Árabes, Índia e China.

    Tags:
    Brasil, Riad, Arábia Saudita, Japão, China, Índia, Emirados Árabes, Kátia Abreu, Mohammed Al-Meshal, carne bovina, grãos, frango, café, açúcar, Mal da Vaca Louca, mercado, embargo, proibição, exportação, venda, viagem
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