06:17 25 Agosto 2019
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    Exército brasileiro.

    PFs, Força Nacional e Secretaria de Segurança vão ter apoio das Forças Armadas no Rio 2016

    Fotos Públicas / Gcom-MT / Mayke Toscano
    Brasil
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    Geórgia Cristhine
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    Mesmo com a volta de confrontos entre traficantes e a Polícia em diversas Unidades de Polícia Pacificadora no Rio de Janeiro, o Governador Luiz Fernando Pezão e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informaram que até os Jogos Olímpicos de 2016 as Forças Armadas não vão atuar no Estado.

    Após reunião entre o governador e o ministro no Palácio Guanabara para decidir a atuação dos setores de segurança nas Olimpíadas de 2016, Pezão afirmou que o reforço das tropas das Forças Armadas, principalmente nas comunidades do Rio, só deverá acontecer durante o evento olímpico.

    “Até as Olimpíadas não vamos contar com esse efetivo, a não ser que se precise ou tenha algum fato relevante”, disse o governador. “A gente sempre sabe que pode contar com o apoio do Exército, das Forças Armadas, que nunca nos faltaram. Vai haver um efetivo muito grande aqui para os Jogos Olímpicos. Hoje eles [as Forças Armadas] estão em diversas partes do país, em outros Estados, em fronteiras.”

    O ministro da Justiça ressaltou a grande parceria entre o Governo Federal e o Estado do Rio de Janeiro. José Eduardo Cardozo disse que neste momento vão ser intensificadas as ações de inteligência dos órgãos de segurança em regiões mais sensíveis da cidade. Todo o esquema de segurança até os Jogos vai contar com a estrutura integrada, reproduzindo o modelo utilizado na Copa do Mundo de 2014.

    “De fato, nesse momento, nós vamos reforçar alguns pontos sensíveis, com algumas ações integradas dentro da Cidade do Rio de Janeiro, com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional de Segurança Pública e a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro – e apenas apoio logístico das Forças Armadas. Posteriormente, mais próximo das Olimpíadas, aí, sim, nós teremos a reprodução daquela situação que tivemos durante a Copa do Mundo, em que a integração da ação se dará de uma forma mais expressiva, com o contingente das Forças Armadas. Por ora, é muito importante termos claro que nós já temos um mapeamento e vamos desenvolver ações, já com vistas às Olimpíadas, dentro do Plano de Segurança Pública da Cidade do Rio de Janeiro”, explicou o ministro.

    Uma das preocupações do esquema de segurança é intensificar o combate ao tráfico de armas e drogas para dentro do território nacional. A Secretaria de Segurança Pública do Rio anunciou recentemente uma parceria com a Drug Enforcement Administration (DEA), que combate o tráfico de armas e drogas. Os agentes dos EUA também vão participar do esquema de segurança dos Jogos Olímpicos 2016.

    O Governador Pezão admitiu o grande poderio bélico que tem entrado no Estado através do tráfico, e, portanto, toda cooperação é importante para aumentar a segurança não só do Rio em geral mas, em particular, também dos Jogos Olímpicos.

    “A gente está usando todas as hipóteses de cooperação, visando aos Jogos”, diz Luiz Fernando Pezão. “Outras forças, outros países, outras áreas de inteligência – a gente tem sempre procurado ajuda. Entraram armamentos aqui que não são triviais, nem as Forças Armadas do país têm. Essa ajuda para nós é muito importante.”

    Sobre a possível parceria com a DEA, dos EUA, o ministro da Justiça disse que qualquer parceria é bem-vinda. José Eduardo Cardozo chamou ainda a atenção para o fato de que é preciso intensificar as operações  de combate à entrada de armas não só na fronteira do Brasil com outros países, mas também nas divisas entre os Estados brasileiros.

    “Nós estamos atentos a isso. Combinamos que as forças do Ministério da Justiça, em conjunto com as Forças Armadas e com a Secretaria de Segurança Pública do Rio, aprofundarão trabalhos na área de inteligência, justamente para que possamos tomar as medidas corretas para evitar que isso continue ocorrendo.”

    Tags:
    segurança, Rio 2016, Jogos Olímpicos, DEA, Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, Força Nacional, Polícia Federal, Forças Armadas do Brasil, José Eduardo Cardozo, Luiz Fernando Pezão, Rio de Janeiro, Brasil
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