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    Brasil, Anápolis, GO, 19/12/2013. Vista parcial de área do Porto Seco Centro-oeste, em Anápolis (GO)

    CNA: tratado transpacífico pode afetar as exportações brasileiras

    ED FERREIRA / AGE / Estadão Conteúdo
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    O Acordo Transpacífico, anunciado na segunda-feira (5), demonstra a urgência de ampliar a agenda de negociações externas do Brasil, para evitar perda de espaço no mercado internacional para produtos agropecuários brasileiros, segundo a Superintendência de Relações Institucionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    Em uma avaliação preliminar, acrescenta o informe, o Brasil terá seu acesso prejudicado aos mercados desses 12 países, em especial porque a produção brasileira concorre com os Estados Unidos, a Austrália e Nova Zelândia em setores como grãos e pecuária de leite e de corte.

    O Brasil também terá que se adaptar às novas regras comerciais internacionais criadas pelo TPP para acessar esses mercados, mesmo sem ter participado de sua formulação.

    Diante desse cenário, a CNA reforça sua posição favorável à celebração de acordos comerciais pelo Brasil, especialmente com União Europeia, União Aduaneira Euroasiática, China e Estados Unidos.

    A importância do acordo, segundo a CNA, pode ser medida pelo fato de os 12 países signatários da TPP – Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, Estados Unidos e Vietnã – representarem 40% da economia mundial e mais de 800 milhões de habitantes.

    A análise técnica da CNA diz que o acordo visa não só a redução de tarifas, mas cria novas regras comerciais para temas ainda não contemplados no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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    Tags:
    comércio exterior, comércio, agricultura, exportação, Acordo de Parceria Trans-Pacífico (TTP), CNA, União Europeia, EUA, Brasil
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