22:07 22 Maio 2018
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    Joaquim Levy, ministro da Fazenda do Brasil

    Joaquim Levy: Brasil está protegido, com reserva de US$ 370 bilhões

    © AFP 2018 / Evaristo Sá
    Brasil
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    Apesar das dificuldades que a economia brasileira está enfrentando, o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou para a imprensa na noite da última quinta-feira (24), após participar de palestra em São Paulo, que o governo já tem uma estratégia traçada para a retomada do crescimento do Brasil.

    Segundo Levy, o país está protegido, pois tem ferramentas para garantir o bom funcionamento dos mercados e da economia, além de ter uma reserva de dólares significativa.  

    “Nós temos US$ 370 bilhões de reserva, isso é um valor muito significativo. É mais de R$ 1 trilhão. Então, o Brasil está protegido. O Brasil está protegido porque também na área do tesouro, a partir de março, nós acumulamos recursos adicionais, que nos permitem nesse momento também dar fôlego aos investidores. Nós temos as ferramentas de proteção para, num momento de um pouquinho mais de turbulência, a gente estar garantindo o bom funcionamento dos mercados, o bom funcionamento da economia. O que a gente tem que ter convicção é que não podemos ter ambiguidade fiscal, e que temos que continuar a trabalhar na agenda de crescimento, todos juntos, para haver aumento de emprego".

    Mais cedo, durante divulgação do relatório da inflação, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sugeriu a possibilidade de o Brasil usar parte dos recursos das reservas internacionais para acalmar o mercado e segurar a disparada da cotação do dólar. Ontem, a moeda chegou a passar de R$ 4,24.

    “Nós temos todos os instrumentos à disposição no nosso raio de ação para tratar de um período de maior estresse financeiro na economia brasileira”, disse Tombini, destacando que a taxa básica da economia deve ser mantida em 14,25%, mesmo que a inflação feche 2015 em 9,5%.

    Já sobre a reforma administrativa e ministerial do governo, diante do impasse nas negociações, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota informando que a Presidenta Dilma Rousseff está dialogando de forma positiva com os partidos políticos com representação no Congresso Nacional. Segundo a Secretaria, o objetivo do governo é realizar uma reforma administrativa que amplie a eficiência e a boa gestão dos recursos públicos, assegurando a estabilidade política e econômica do Brasil.

    Ainda de acordo com a nota oficial, alguns dos partidos que integram a base aliada solicitaram o adiamento do anúncio da nova composição ministerial, para que mais consultas possam ser realizadas. Desta forma, a Presidenta Dilma só vai anunciar a reforma administrativa e ministerial na próxima semana, quando voltar da Assembleia da ONU, em Nova York.

    O Presidente do Senado, Renan Calheiros, também marcou para a próxima quarta-feira (30) a sessão do Congresso que vai concluir a análise dos vetos da Presidenta Dilma Rousseff. Segundo ele, a análise dos vetos presidenciais demostra a consciência dos parlamentares em colaborar com saídas para a crise no país.

    “Nós vamos convocar o Congresso Nacional para quarta-feira (30), às 11h30, para concluirmos a apreciação de vetos. Há uma cobrança com relação à conclusão daquela sessão (na terça-feira, 22) que avançou bastante. Na verdade, o que existe é uma consciência com relação à necessidade de nós tirarmos esses assuntos da ordem do dia e, mais uma vez, colaborarmos com saídas, com caminhos para o Brasil. O Brasil está cobrando muito isso do Congresso Nacional, e é isso que o Congresso Nacional novamente na quarta-feira (30) vai fazer”.

    Na última terça-feira (22), o Congresso analisou e manteve 26 vetos da presidenta. Faltam ainda ser votados outros seis vetos. Entre eles um dos mais preocupantes para o governo, por entender que aumenta os gastos nesse momento de ajuste fiscal na economia, que é o projeto que reajusta em até 78% os salários dos servidores do Judiciário.

    Tags:
    ajuste fiscal, economia, Banco Central do Brasil, ONU, Renan Calheiros, Alexandre Tombini, Joaquim Levy, Dilma Rousseff, Brasília, Nova York, Brasil
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