04:06 06 Agosto 2020
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    O vice-presidente e articulador político do Governo, Michel Temer, promoveu um café da manhã nesta quarta-feira (12) para receber o ex-Presidente Lula e senadores do PMDB, em busca de fortalecer a base aliada, para que o Governo Dilma consiga aprovar no Congresso projetos importantes para o segundo semestre.

    Além do presidente do Senado, Renan Calheiros, também participaram do encontro na residência oficial do vice-presidente da República, em Brasília, os Senadores Romero Jucá (RR), Eunício Oliveira (CE) e Jader Barbalho (PA), os ministros do Turismo, Henrique Eduardo Alves, e das Minas e Energia, Eduardo Braga, e o ex-Presidente José Sarney.

    O encontro reforça a reaproximação entre o Governo e setores do PMDB, após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), propor ao Governo uma agenda positiva – chamada Agenda Brasil – para retomar o crescimento do país. Ao fim da reunião, a avaliação geral é de que o Governo precisa corrigir erros e apresentar saídas para a crise, aproveitando as propostas apresentadas pelo presidente do Senado.

    Durante a sessão no Plenário na véspera (11), Renan Calheiros afirmou que o Legislativo deseja colaborar com o Brasil, e disse que os senadores não querem ser vistos como sabotadores da nação. “Queremos dar previsibilidade, segurança, a todos os atores econômicos, e para tal apresentamos a agenda ao país como uma proposta em última instância. Uma colaboração do Legislativo brasileiro. Não é evidentemente uma colaboração do Senado Federal, é do Legislativo. Nós queremos e podemos ser vistos como facilitadores e não como sabotadores da nação. Trata-se de uma obra aberta, sujeita a aprimoramentos, correções e críticas, que são sempre muito bem-vindas a todo o Congresso Nacional, já que o sistema é bicameral e todas as sugestões serão bem recebidas. Como se sabe, quem silencia demonstra indiferença, desprezo, mas quem critica e aponta caminhos o faz porque deseja realmente ajudar.”

    O presidente do Senado afirmou ainda que discutir todos os dias um possível impeachment contra a Presidenta Dilma não vai resolver a crise econômica, chamando a atenção de que é preciso separar a crise econômica da crise política. “Discutir o impeachment todos os dias, claro, não resolve a crise econômica. O que achamos recomendável é separar as crises. O Governo Dilma Rousseff não é o Brasil. Nós estamos atacando os problemas nacionais, que continuarão a existir depois do Governo Dilma. O Governo Dilma tem data para acabar, e o Brasil vai continuar existindo. Minha obrigação como presidente do Congresso Nacional é procurar caminhos novos mesmo correndo o risco de errar. O único erro imperdoável numa crise é a inação, a abulia. Esse erro procurarei sempre evitar. É preciso perder o medo de errar, e de corrigir os nossos erros. Podemos até pecar pelo excesso, mas não devemos ficar omissos, ou tentar minimizar o atual cenário a uma circunstância meramente adversa.”

    Nesta quarta-feira (12), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se reuniu com Renan Calheiros para definir a pauta de prioridades de votação neste segundo semestre, tendo como base a lista de 27 propostas apresentadas pelo Senado. A partir daí, vão começar as negociações em torno das propostas para ver o que de fato tem viabilidade política de ser votado pelo Congresso.

    Para fortalecer a base aliada do Governo, o Vice-Presidente Michel Temer  também já prepara uma reunião do Senado com os deputados na Câmara Federal para fortalecer o apoio dos parlamentares contra as pautas-bomba, que podem onerar ainda mais a União nessa etapa de reestruturação econômica do país.

    Tags:
    Congresso Nacional do Brasil, Joaquim Levy, José Sarney, Eduardo Braga, Henrique Eduardo Alves, Jader Barbalho, Eunício Oliveira, Romero Jucá, Renan Calheiros, Michel Temer, Luiz Inácio Lula da Silva, Brasília, Brasil
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