20:31 23 Outubro 2017
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    Baía de Guanabara

    Governo do Rio e universidades montam força-tarefa para despoluir Baía de Guanabara

    Tânia Rêgo/Agência Brasil
    Brasil
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    O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira (3) um acordo de cooperação técnica com sete universidades e três institutos de pesquisa para montar uma força-tarefa que vai auxiliar o Estado no planejamento de ações de recuperação da Baía de Guanabara, onde vão ser realizadas as provas de vela das Olimpíadas.

    Entre as instituições envolvidas estão as Universidades do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Federal Fluminense (UFF) e Católica do Rio de Janeiro (PUC), além das Fundações Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, da Marinha do Brasil.

    A medida do Governo Estadual acontece faltando apenas 1 ano para a realização dos Jogos do Rio 2016 e após um estudo da iniciativa privada que sinalizou a contaminação da água por vírus e bactérias e que pode causar riscos à saúde dos atletas, durante a competição.

    Em entrevista coletiva o Governador Luiz Fernando Pezão afirmou que a competição de vela está mantida na Baía de Guanabara e que a parceria com as universidades só vai ajudar a melhorar a qualidade da água no local. “Já houve evento-teste na Baía de Guanabara, da prova de vela, e não ocorreu problema algum. Os eventos de vela serão realizados na Baía de Guanabara. É muito importante a gente dar esse passo de juntar universidades e o Instituto da Marinha, que tem trabalhos nesse monitoramento da Baía de Guanabara, nos auxiliando a mostrar o que a gente está fazendo. Eles têm dados, séries históricas, que mostram o que vem melhorando e o que vai melhorar. Eu acho que o grande legado que a gente quer deixar é a elaboração de projetos, mostrar tudo que a gente está fazendo e principalmente tirar do papel a PPP (Parceria Público-Privada) do tratamento de esgoto da Baixada e de São Gonçalo, que são os mais importantes para atingirmos níveis melhores na despoluição da Baía de Guanabara.”

    A promessa do Governo Pezão era despoluir até 80% da Baía de Guanabara para os Jogos Olímpicos, mas meses depois ele recuou sobre os índices. Pezão admitiu que errou na ocasião sobre a projeção, e disse que desde o início do seu governo a despoluição na Baía passou de 17% para 49%. Os investimentos em obras no local já são de cerca de R$ 3 bilhões. “Eu não sei quanto isso hoje impacta na diminuição da poluição da Baía de Guanabara, não vou afirmar aqui que vou chegar a 80%. Nós erramos, eu não vou errar de novo”, acrescentou o governador.

    Luiz Fernando Pezão criticou a forma alarmista como a agência de notícias Associated Press divulgou o relatório desqualificando a Baía de Guanabara para os Jogos Olímpicos. “Por que uma universidade pode vir lá de fora e falar sobre a Baía, se nós temos a excelência das universidades daqui, que monitoram há muitos anos?”

    “Na sexta-feira (31), as pessoas falavam que a Praia de Copacabana não tinha condições de sediar a prova de triatlo, e a gente viu como os atletas elogiaram a qualidade da água de Copacabana”, concluiu o Governador Pezão.

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    Tags:
    despoluição, poluição, Rio 2016, Jogos Olímpicos, Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, FGV, Fiocruz, PUC, UFF, UFRJ, UERJ, Luiz Fernando Pezão, Brasil, Rio de Janeiro, Baía de Guanabara
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