23:08 19 Fevereiro 2018
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    Presidenta Dilma Rousseff durante comemoração do Dia Olímpico

    No Dia Olímpico, Rio apresenta a Dilma Rousseff um balanço da preparação dos Jogos 2016

    Carlos Magno/ GERJ
    Brasil
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    O Dia Olímpico, celebrado nesta terça-feira (23), teve comemoração especial no Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. A Presidenta Dilma Rousseff participou da festa. Em todo o mundo, o dia 23 de junho celebra o aniversário da fundação do COI – Comitê Olímpico Internacional.

    Durante a cerimônia realizada no Parque Aquático Maria Lenk, na Zona Oeste da cidade, o COB – Comitê Olímpico Brasileiro lançou a mascote do Time Brasil, a onça-pintada Ginga, que vai acompanhar a delegação brasileira nos Jogos Olímpicos e em todas as competições internacionais.

    A celebração do Dia Olímpico contou com a participação da Presidenta Dilma Rousseff, que em seu discurso lembrou faltarem pouco mais de 400 dias para o Rio de Janeiro se tornar a capital das Olimpíadas e da Paz. ”Nós estamos a 409 dias do início das Olimpíadas, e a 442 dias do começo dos Jogos Paralímpicos. Esse é o tempo que falta para que o Rio de Janeiro se transforme no Centro Esportivo do Mundo, se transforme no local em que milhares de atletas e milhões de pessoas virão comemorar sobretudo a paz entre os povos, mas também a grandeza e a expressão maior da humanidade que é essa capacidade de jogar, de concorrer, de se esforçar, de se superar.”

    Mascote do Time Brasil, a onça-pintada Ginga, que vai acompanhar a delegação brasileira nos Jogos Olímpicos e em todas as competições internacionais
    Beth Santos/ Prefeitura do Rio de Janeiro
    Mascote do Time Brasil, a onça-pintada Ginga
    Durante o evento, Dilma se despediu oficialmente da delegação que vai representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. O evento reunirá mais de 6 mil atletas de 42 países das três Américas. A presidente desejou sorte e sucesso para os atletas e ressaltou que os Jogos Pan-Americanos de Toronto vão ser uma boa preparação para 2016. Dilma Rousseff afirmou ter certeza de que o Brasil inteiro e seus atletas vão fazer das Olimpíadas no Rio uma marca da história esportiva mundial. “Nós estamos todos certos de que, daqui para a frente, o Brasil saberá, através de vocês, se apresentar diante do mundo. Que Toronto seja uma boa preparação para a oportunidade única que, ano que vem, serão a Olimpíada e a Paraolimpíada aqui no Rio de Janeiro. Tenho certeza de que o Brasil inteiro, junto com vocês, fará desse evento esportivo uma marca da história mundial esportiva do nosso país e do mundo. O resultado será um Brasil vencedor e orgulhoso de seus atletas e suas atletas.”

    A competição em Toronto, que começa em 10 de julho, vai ter a participação de 600 atletas brasileiros, a maior delegação que o Brasil já enviou para um evento esportivo realizado fora do país.

    Além da Presidenta Dilma Rousseff, também estiveram presentes na celebração do Dia Olímpico o governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o Presidente do COB, Carlos Nuzman, e presidentes das confederações brasileiras.

    A presidenta ainda participou de uma reunião com o Comitê Rio-2016, responsável pela organização dos Jogos Olímpicos, para atualização do estágio da preparação do evento. Essa foi a segunda reunião de trabalho com a presença de Dilma Rousseff, e a perspectiva é de que a partir de agora os encontros sejam bimestrais.

    O Plano de Políticas Públicas, atualizado em abril deste ano, referente ao legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, é composto por 27 projetos, 14 sendo executados pela Prefeitura do Rio, 10 a cargo do Governo do Estado e 3 de responsabilidade do Governo Federal. São obras de infraestrutura, incluindo esportiva, e políticas públicas nas áreas de mobilidade, meio ambiente, urbanização, educação e cultura, que estão em andamento e foram aceleradas ou viabilizadas pelo fato de o Rio de janeiro sediar o evento. Os projetos totalizam R$ 24,6 bilhões.

    Segundo a coordenação dos Jogos, 24 projetos já tiveram pelo menos o edital de licitação publicado e por isso têm orçamento definido, de aproximadamente R$ 24,1 bilhões, em valores de abril de 2014. Do total de projetos, 74%, ou seja, 20 projetos, estão em fase bem avançada, com contrato assinado para o início da obra ou serviço.

    No mês passado, o Ministério do Esporte divulgou imagens aéreas das obras que estão sendo realizadas. As fotos captadas no fim de abril e início de maio revelam a evolução da construção das instalações em Deodoro, na Zona Norte do Rio, e no Parque Olímpico da Barra da Tijuca e na Vila dos Atletas, na Zona Oeste da cidade.

    Em Deodoro, foi possível ver os serviços de fundação e de construção das primeiras estruturas do Parque Radical e de acabamento do Centro Nacional de Tiro Esportivo, cujo edifício já foi construído.

    Também há registros dos trabalhos de fundação do Complexo Esportivo de Deodoro, do Centro Aquático do Pentatlo Moderno e do Centro Nacional de Hipismo, que já está com as arquibancadas instaladas.

    Já na Zona Oeste, as imagens feitas na Barra da Tijuca mostram a construção da estrutura do Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, da Arena Olímpica do Rio, cuja cobertura já foi instalada, e das Arenas Cariocas 1, 2 e 3, das quais duas já estão cobertas e a terceira vai receber a estrutura final. O Centro Olímpico de Handebol também já está coberto, e o Centro Olímpico de Tênis e o Velódromo recebem a estrutura das arquibancadas.

    Na ocasião, a Presidenta Dilma Rousseff se mostrou satisfeita com o andamento das obras e declarou que a construção do Parque Olímpico estava em dia.

    Nos transportes, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, após fazer na segunda-feira (22) a viagem inaugural do primeiro trem que vai operar na Linha 4 do Metrô, ligando a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, a Ipanema, na Zona Sul carioca, anunciou que a chegada do equipamento escavador gigante a Ipanema vai ser antecipada em quase um mês. “Eu acho que em julho a gente chega à Estação Jardim de Alah. Uma obra importantíssima, e eu estou muito empenhado em continuarmos com as obras de mobilidade. De levar o Metrô para o Recreio dos Bandeirantes, de levar o Metrô da Gávea à Carioca, da Estação Carioca para a Praça XV.”

    A estimativa da Prefeitura do Rio é de que a Linha 4 do Metrô, o VLT e os BRTs Transolímpica e Transoeste estejam em operação durante o período da competição.

    O grande impasse na preparação ambiental para os Jogos Olímpicos 2016 é a despoluição da Baía de Guanabara, que será palco das provas de vela. Na semana passada, uma audiência pública das Comissões do Esporte e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Câmara Federal, discutiu a despoluição da Baía de Guanabara para as Olimpíadas. No encontro, o Presidente da APO – Autoridade Pública Olímpica, Marcelo Pedroso, disse que, apesar de falhas nas iniciativas de despoluição da Baía de Guanabara, ainda vai ser possível realizar ali as provas de vela.

    Marcelo Pedroso informou que o campo de prova já foi testado e vai passar por nova simulação em agosto. Segundo ele, o principal desafio é a obra na galeria de esgoto na raia da Marina da Glória, prevista para ser entregue em dezembro; nas outras áreas, conforme o dirigente, o índice de qualidade da água é adequado. Outra iniciativa que será feita é a remoção do lixo flutuante. “É natural a cobrança”, disse Marcelo Pedroso. “Estamos falando do futuro da cidade, do futuro de nossos filhos, mas a gente consegue perceber que há um conjunto de medidas que vai permitir a despoluição. Temos de entender que a competição não é o fim, mas uma etapa importante para a despoluição da baía.”

    Também presente na audiência, o biólogo Mário Moscatelli discordou totalmente das garantias de Marcelo Pedroso. Moscatelli apontou o fracasso da gestão do plano de despoluição das águas da Baía de Guanabara como foi prometido. “Há seis anos, prometeram à sociedade carioca que nos seria deixada uma série de importantes legados ambientais para a Baía de Guanabara. Eu não sei o que as autoridades brasileiras fizeram nesses últimos seis anos, mas efetivamente a Baía de Guanabara continua a mesma latrina que tem sido observada nos últimos 20 anos.”

    Ainda de acordo com o biólogo, dificilmente as provas de vela vão ser realizadas de forma satisfatória na Baía de Guanabara. “A possibilidade de haver um problema durante as provas de vela dependerá, ao meu entender, da contribuição de São Pedro e das chuvas. Se o tempo estiver chuvoso, se o vento estiver de dentro para fora da Baía num dia de maré baixa, nem Jesus salva. Se a maré for alta, e se estiver ventando de fora da Baía para dentro, e não estiver chovendo, a probabilidade de problemas durante as competições vai ser reduzida.”

    Tags:
    Olimpíada, Rio 2016, COB, Eduardo Paes, Luiz Fernando Pezão, Carlos Arthur Nuzman, Dilma Rousseff, Rio de Janeiro, Brasil
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