00:27 20 Setembro 2019
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    Base brasileira na Antártida.

    Entrevista: China pode reconstruir estação brasileira na Antártida

    Divulgação / Proantar / Marinha do Brasil
    Brasil
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    Deverá ser divulgado nos primeiros dias de junho o resultado final da licitação promovida pelo Proantar, o Programa Antártico da Marinha do Brasil, para a reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz, destruída por um incêndio em fevereiro de 2012.

    Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Geraldo Juaçaba, assessor especial para a tarefa na Estação, faz um histórico da concorrência e dá detalhes sobre as obras. 

    A empresa chinesa CEIEC apresentou o melhor preço, vencendo, em princípio, a concorrente OY FCR Finland e o consórcio formado pela brasileira Ferreira Guedes Engenharia e a chilena Tecno Fast. Os chineses apresentaram o valor de US$ 99,6 milhões; os finlandeses, US$ 104 milhões; e o consórcio chileno-brasileiro, US$ 110 milhões.

    “Nós informamos ter aceitado a proposta chinesa”, relata o Comandante Geraldo Juaçaba, “e foi aberto um prazo recursal de cinco dias úteis. Esse período terminou na quarta-feira, 27 de maio, e a empresa finlandesa, que ficou em segundo lugar, com o segundo menor preço, entrou com um recurso na Comissão de Licitação.”

    O Capitão Juaçaba diz esperar que as outras duas empresas apresentem as suas defesas, “e teremos que julgar”. “Acredito que na semana que vem, se não houver nenhum problema jurídico, possamos considerar a companhia chinesa como vencedora”, acrescentou o militar.

    Segundo o assessor especial do Proantar, após a assinatura do contrato a empresa vencedora terá 540 dias para entregar a obra. “No entanto”, diz ele, “como estamos trabalhando na Antártida, onde os grandes obstáculos são o clima e a logística, só podemos construir no verão antártico, de novembro a março. Nesse período é que os nossos navios ‘Almirante Maximiano’ e ‘Ary Rongel’ estão apoiando a atual estação provisória e os projetos de pesquisa no local.”

    Geraldo Juaçaba observa que “na Antártida não se constrói nada”. Ele explica: “Lá se faz montagem. Se, por exemplo, os chineses vencerem a licitação, eles vão montar a estação num canteiro de obras na China e remontá-la no continente antártico. Esperamos que a partir de novembro já se comece a trabalhar lá. E pretendemos inaugurar a Estação em março de 2017.”

    Ao ser perguntado se a presença brasileira na Antártida. Além do aspecto científico, tem também importância estratégica, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Geraldo Juaçaba responde afirmativamente, falando da extensão do continente antártico, de suas riquezas minerais, e conclui: “O Brasil é um dos 29 países que têm base na Antártida, lá desenvolvem pesquisas, têm voz e voto nas reuniões do Tratado Antártico e vão definir o futuro daquele continente.”

    Tags:
    pesquisa, exploração, reconstrução, licitação, Proantar, Marinha do Brasil, Geraldo Juaçaba, Antártida, Antártica, China, Brasil
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