17:32 22 Outubro 2021
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    Em um dia decisivo para o ajuste na política econômica do Brasil diante do anúncio do corte no orçamento público, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, elogiou as medidas adotadas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e destacou a "coesão" do governo em torno das mudanças.

    Ainda assim, ela alertou para a necessidade de o Brasil promover reformas estruturais para garantir um avanço sustentado nos próximos anos.

    "As mudanças adotadas pelo governo estão no caminho correto", afirmou Lagarde após o discurso de abertura do segundo dia do XVII Seminário de Metas para a Inflação, promovido pelo Banco Central (BC), no Rio. "A coesão do governo, apoiado por Dilma, para enfrentar a questão fiscal é muito importante."

    Ainda antes do anúncio do montante de gastos a ser represado pela equipe econômica, Lagarde referiu-se ao corte orçamentário como uma prova de "coragem política e determinação para entregar a meta prometida". A postura da dirigente foi de respaldo às medidas adotadas no País em termos de política fiscal e de juros com elogios a Levy e ao presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. "É correta a posição do governo de defender superávit primário de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2015 e 2% do PIB para 2016", disse.

    No curto prazo, as perspectivas para o Brasil são consideradas desafiadoras. A expectativa do fundo é de que a economia doméstica encolha 1% neste ano e tenha uma "modesta recuperação" no ano que vem. "Porém, sendo otimista como sou, em todo desafio eu vejo uma oportunidade para aprender com o passado e construir um futuro melhor", disse Lagarde.

    fonte: Estadão Conteúdo

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    Tags:
    Brasil, Rio de Janeiro, Christine Lagarde, Alexandre Tombini, Dilma Rousseff, FMI, Banco Central
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