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    Menos de um ano após a visita de Estado do Presidente Xi Jinping ao Brasil, em julho de 2014, a Presidenta Dilma Rousseff recebeu em Brasília o Primeiro-Ministro da China, Li Keqiang, que está em visita oficial ao Brasil para discutir e aprofundar a cooperação bilateral entre os dois países.

    No encontro, a Presidenta e o Primeiro-Ministro da China assinaram 35 acordos bilaterais de cooperação nas áreas de planejamento estratégico, infraestrutura, transporte, agricultura, energia, mineração, ciência e tecnologia e comércio. Entre eles estão um acordo para a compra de 40 aeronaves da Embraer pela China e acordos de financiamentos de projetos da Petrobras, para melhoramento de milho e soja, para treinamento de tecnologia da informação na China, para bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras e para o financiamento de 14 navios de transporte de minério de ferro com capacidade para 400 mil toneladas.

    Foi assinado ainda um acordo trilateral Brasil-China-Peru para estudos de viabilidade do projeto de construção de uma ferrovia transcontinental, ligando o oceano Atlântico ao Pacífico.

    Para a Presidenta Dilma Rousseff, a reunião de trabalho e os acordos assinados com o Primeiro-Ministro da China aprofundam a relação entre os dois países, que agora inauguram uma nova etapa de parceria principalmente nas áreas de investimentos e comércio. “Tivemos reunião muito produtiva, marcada pelo diálogo franco e pela disposição de avançar, fortalecer e efetivar nossa parceria. O Plano de Ação Conjunta 2015-2021, que assinei com o Primeiro-Ministro, inaugura uma etapa superior em nosso relacionamento. O Brasil atribui grande importância à assinatura do Acordo sobre Investimentos e Capacidade Produtiva, que abre novas oportunidades nas áreas de energia elétrica, mineração, infraestrutura e manufaturas, totalizando mais de US$ 53 bilhões.”

    Dilma Rousseff durante cerimônia de chegada do primeiro-ministro da República Popular da China, Li Keqiang
    Roberto Stuckert Filho / Fotos Públicas
    Dilma Rousseff ressaltou também que desde 2009 a China é o principal parceiro comercial do Brasil, e destacou a assinatura do Protocolo de Requisito de Saúde e Quarentena sobre a exportação da carne bovina do Brasil para aquele país asiático. Desta forma, na prática, cai o embargo da China à carne bovina brasileira que estava em vigor desde 2012. “A China é o primeiro parceiro comercial do Brasil, e, com vistas a intensificar nosso intercâmbio, aprovamos várias medidas importantes. Hoje estão sendo assinadas novas parcerias de comércio e investimentos produtivos. A assinatura do Protocolo Sanitário, por exemplo, criará um marco jurídico necessário para a retomada das exportações de carne bovina.”

    A Presidenta reiterou que a parceria Brasil-China tem um cunho mais significativo em 2015, pois é quando as Nações Unidas celebram 70 anos. Dilma ressalta que Brasil e China estão juntos a favor da Reforma do Conselho de Segurança da ONU e compartilham a expectativa de que na próxima Cúpula dos BRICS, na Rússia, se acelere a implantação do novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS. “Renovamos, ainda, nosso compromisso de atuar no G20 em defesa da reforma das instituições financeiras multilaterais. O FMI e o Banco Mundial ainda não refletem em sua governança o peso dos países emergentes.“

    O Primeiro-Ministro Li Keqiang e a Presidenta Dilma Rousseff ainda assistiram à cerimônia online de inauguração das obras de linhas de transmissão de ultra alta tensão da Usina de Belo Monte, no Pará. Esta vai ser a primeira linha de transmissão do país em corrente contínua com nível de tensão de 880kW, o que significa mais economia na transmissão de grandes quantidades de energia e menos perdas do sistema. A linha de transmissão tem origem na Subestação Xingu, no Pará, e vai ter cerca de 2 mil quilômetros de extensão, passando pelos Estados do Pará, Tocantins e Goiás, terminando na Subestação de Estreito, em Minas Gerais.

    Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2014, as trocas comerciais bilaterais entre Brasil e China contabilizaram US$ 77,9 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 3,3 bilhões. Entre janeiro e abril deste ano, o comércio entre Brasil e China acumulou US$ 21,7 bilhões.

    Ainda na cerimônia, Dilma Rousseff informou que em 2016 vai fazer uma nova visita à República Popular da China, a convite do Presidente Xi Jinping.

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    Tags:
    Brasil, China, Peru, Dilma Rousseff, Li Keqiang, Embraer, BRICS, FMI, relações bilaterais
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