01:47 23 Outubro 2021
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    O jornal Wall Street Journal relatou que forças militares norte-americanas têm estado ultimamente em Taiwan com o objetivo de treinar as forças do território contra Pequim.

    Um contingente limitado de militares dos EUA tem estado secretamente em Taiwan há pelo menos um ano para treinar as forças terrestres taiwanesas, segundo o jornal Wall Street Journal (WSJ), citando na quinta-feira (7) oficiais americanos.

    De acordo com o jornal, as forças militares são compostas por cerca de 20 fuzileiros navais norte-americanos e uma unidade de operações especiais, cujas tarefas incluem treinamento para formações limitadas de forças terrestres taiwanesas. O treinamento já estaria sendo realizado há pelo menos um ano.

    "O destacamento dos combatentes das forças especiais dos EUA é um sinal de preocupação no Pentágono com as capacidades táticas de Taiwan, à luz do crescimento militar multianual de Pequim, bem como das recentes ações ameaçadoras contra a ilha", escreveu o WSJ, citando as fontes.

    A Casa Branca, o Pentágono e Taipé recusaram comentar imediatamente as revelações.

    Na terça-feira (5) o presidente norte-americano Joe Biden disse que falou com seu homólogo chinês Xi Jinping sobre Taiwan, prometendo que "vamos cumprir o acordo de Taiwan", em possível referência à política de Uma Só China. Na quinta-feira (7) a agência norte-americana Bloomberg anunciou a possível realização de uma cúpula entre os líderes dos dois países até o final de 2021.

    Em 1979 a então administração norte-americana de Jimmy Carter (1977-1981) proclamou o apoio ao princípio de Uma Só China representada por Pequim, depois que a ONU reconheceu isso oficialmente em 1971. No entanto, o Congresso dos EUA passou também em 1979 o Ato de Relações de Taiwan, com o objetivo de continuar ligações não oficiais com Taipé. Desde então, Washington tem mantido uma política de "ambiguidade estratégica" em relação ao status de Taiwan.

    As relações oficiais entre o governo central da República Popular da China e sua província insular romperam em 1949, depois que as forças do Kuomintang, lideradas por Chiang Kai-shek, foram derrotadas pelo Partido Comunista da China na guerra civil do país.

    Os contatos comerciais e informais entre a ilha e a China continental foram retomados no final dos anos 1980. Os dois lados têm estado em contato desde o início dos anos 1990 através de organizações não-governamentais, a Associação para as Relações entre os Estreitos de Taiwan, com sede em Pequim, e a Fundação de Intercâmbio dos Estreitos, com sede em Taipé.

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    Tags:
    Taiwan, EUA, Wall Street Journal, The Wall Street Journal, China, Casa Branca, Pentágono
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