21:28 23 Outubro 2021
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    A China vai construir um reator de sal fundido na cidade de Wuwei, com o objetivo de atender à crise energética que está atingindo o país.

    A utilização da nova tecnologia permitirá ao país ser "independente do Ocidente", afirmou à Sputnik o professor de economia internacional e assuntos da Ásia-Pacífico, Carlos Aquino.

    Assim como na Europa, a China passa por um momento de crise energética, contudo o gigante asiático planeja resolver o problema com a construção de um novo reator nuclear.

    No momento, Pequim está racionalizando seus recursos no território para suprir suas diferentes necessidades, porém, com a crise, muitas empresas estão fechando ou funcionando o mínimo possível.

    Por isso, a China pretende construir um reator de sal fundido com baixas emissões de dióxido de carbono e com resíduos controlados, na província de Gansu.

    De acordo com o pesquisador peruano Carlos Aquino, o país asiático enfrenta uma crise energética séria, já que o país tem "um problema importante para conseguir energia usando petróleo e carvão, ambos muito contaminantes".

    "As usinas de energia nuclear baseadas em urânio ou plutônio têm problemas de segurança e ecológicos. Vimos o que aconteceu em Chernobyl ou em Fukushima [...] Esta nova tecnologia quase não contamina, não emite dióxido de carbono e torna mais fácil se desfazer dos resíduos tóxicos, gerando mais calor que o de uma usina de energia nuclear baseada em urânio", explicou.

    Segundo o especialista, o gigante asiático quer ser energeticamente independente dos EUA, do Irã e inclusive, da Rússia, pois não apenas o petróleo teve custos elevados, como também o gás, e por isso, Pequim busca a "independência estratégica".

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    Tags:
    China, reator nuclear, carvão, gás, petróleo, petróleo e gás, Ocidente
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