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    Segundo mídia norte-americana, o embaixador chinês também disse que a política extrema do governo Trump em relação à China continua com a administração Biden.

    Qin Gang, o recém-nomeado embaixador da China nos Estados Unidos, supostamente pediu às autoridades norte-americanas que fiquem caladas se a disputa em curso entre as duas superpotências econômicas não puder ser resolvida diplomaticamente, segundo a revista National Review.

    Em uma videoconferência organizada pelo Comitê Nacional sobre as Relações EUA-China (NCUSCR, na sigla em inglês) realizada pelo Zoom, Qin teria dito: "Se não pudermos resolver nossas diferenças, por favor, calem a boca", segundo a mídia.

    Qin foi nomeado embaixador da China em Washington no final do mês de julho.

    De acordo com a revista, os supostos comentários do embaixador aconteceram após Evan Medeiros, professor da Universidade de Georgetown e ex-conselheiro do governo Obama para questões da China no Conselho de Segurança Nacional, perguntar quais medidas os EUA e a China poderiam tomar para melhorar as relações.

    Antes de proferir o comentário citado, Qin teria pedido a Washington que parasse de exacerbar deliberadamente as tensões entre os dois países.

    "A política extrema do governo anterior dos Estados Unidos em relação à China causou sérios danos às nossas relações, e tal situação não mudou. Até continua", queixou-se o embaixador.

    Após a reunião, que ocorreu no dia 31 de agosto, a embaixada postou uma transcrição do discurso de Qin. O discurso condenou a direção atual da política de Washington em relação a Pequim e alertou os líderes contra as "consequências desastrosas" de usar um "manual da Guerra Fria". Entretanto, a sessão de perguntas e respostas na qual o embaixador fez o comentário não foi relatada.

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    Tags:
    China, Embaixada, EUA, relações exteriores
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