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    Membros do grupo de elite das forças especiais afegãs treinadas pela Agência Central de Inteligência (CIA) que ajudaram na operação de evacuação dos EUA em Cabul receberam ameaças de morte dos talibãs, escreve o The Washington Post.

    O grupo de elite foi treinado para missões de contraterrorismo e colaborou com as agências de inteligência dos EUA durante vários anos, tendo ajudado as forças americanas a evacuar mais de 2.000 cidadãos estadunidenses, cerca de 5.500 funcionários da embaixada local, afegãos e cidadãos de outros países.

    Agora, estas forças especiais correm risco de retaliação pelo Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países), aponta o jornal citando oficiais dos EUA.

    Membros da unidade militar Badri 313 fazem a segurança do Aeroporto de Cabul durante a presença do porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid
    © REUTERS / Talibã via Reuters
    Membros da unidade militar Badri 313 fazem a segurança do Aeroporto de Cabul durante a presença do porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid
    "Eles foram extraordinariamente bem treinados e, quando o exército regular largava suas armas e fugia, eles entraram em ação", disse um alto funcionário da administração dos EUA, acrescentando que a maioria das forças especiais implantadas no sul do Afeganistão teve que "combater para chegar a Cabul" para ajudar na operação de evacuação.

    Os talibãs identificaram alguns desses membros do grupo de elite e enviaram-lhes mensagens com ameaças de morte, a eles e suas famílias.

    Nesta quinta-feira (9) Ghulam M. Isaczai, embaixador do Afeganistão nas Nações Unidas, exortou o Conselho de Segurança da ONU a não reconhecer nenhum governo em Cabul, a menos que seja genuinamente inclusivo.

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    Tags:
    Afeganistão, Talibã, EUA, forças especiais, inteligência militar
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