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    O secretário de Estado dos EUA afirmou ainda que Washington está avaliando o anúncio do novo governo afegão realizado pelo Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países).

    O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, pediu na quarta-feira (8) ao Talibã que permita que voos fretados transportando norte-americanos e afegãos em risco partam do Afeganistão.

    "No momento, o Talibã não está permitindo a partida de voos fretados [...]. Eles afirmam que alguns dos passageiros não têm a documentação necessária", comentou Blinken em entrevista coletiva com o ministro das Relações Exteriores alemão, Heiko Mass, após visita a Ramstein, base aérea dos EUA na Alemanha.

    Os aviões fretados para transportar pessoas para fora do Afeganistão estão presos no Aeroporto Internacional de Mazar-i-Sharif, na capital da província de Balkh, com algumas pessoas dizendo que os EUA não estão fazendo o suficiente para facilitar a saída do país.

    Blinken disse que Washington está fazendo tudo ao seu alcance, mas que o Talibã precisa permitir que os voos partam: "Deixamos claro para todas as partes, deixamos claro para o Talibã que esses voos precisam poder partir".
    Cidadãos da Austrália e portadores de visto se preparam para embarcar em avião no Aeroporto Internacional Hamid Karzai em Cabul, Afeganistão, 22 de agosto de 2021
    © REUTERS / Departamento de Defesa da Austrália / Handout
    Cidadãos da Austrália e portadores de visto se preparam para embarcar em avião no Aeroporto Internacional Hamid Karzai em Cabul, Afeganistão, 22 de agosto de 2021

    Novo governo no Afeganistão

    O secretário de Estado dos EUA comentou ainda que Washington está avaliando o anúncio do novo governo afegão realizado pelo Talibã. "Ontem [7 de setembro], o Talibã nomeou o novo governo interino. Estamos avaliando o anúncio", afirmou Blinken.

    Os talibãs apontaram Mohammad Hasan Akhund como primeiro-ministro interino. Akhund, um dos fundadores do Talibã, está sob sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2001.

    O diplomata acrescentou que o movimento terá que ganhar legitimidade internacional. "Qualquer legitimidade, qualquer apoio, terá que ser conquistada".

    Blinken concluiu afirmando acrescentou que não sabe se o ex-presidente afegão Ashraf Ghani fugiu do Afeganistão com milhões de dólares em dinheiro.

    Ashraf Ghani, presidente do Afeganistão, fala no parlamento em Cabul, Afeganistão, 2 de agosto de 2021
    © REUTERS
    Ashraf Ghani, presidente do Afeganistão, fala no parlamento em Cabul, Afeganistão, 2 de agosto de 2021
    "Isso eu não sei. O que eu sei, é que ele deixou o país e novamente em um período muito curto de tempo as forças de segurança e suas instituições entraram em colapso, assim como o governo", comentou.

    Nesta quarta-feira (8), Ghani divulgou comunicado em que afirma que deve uma explicação ao povo afegão após ter deixado Cabul "abruptamente" em 15 de agosto, depois que o Talibã entrou na capital.

    "Deixar Cabul foi a decisão mais difícil de minha vida, mas eu acreditava que era o único caminho para manter as armas em silêncio e salvar Cabul e seus seis milhões de cidadãos", lê-se na nota.

    Em 15 de agosto, os talibãs tomaram Cabul, anunciando ter terminado sua ofensiva no Afeganistão. Até 30 de agosto, data em que os EUA deixaram o país, após quase 20 anos de ocupação, mais de 124.000 pessoas foram evacuadas por Washington, afirmou o presidente norte-americano Joe Biden.

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    EUA, Afeganistão, Antony Blinken, Alemanha, Heiko Maas, Ramstein
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