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    O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, declarou nesta terça-feira (17), em uma coletiva de imprensa, que os países-membros da aliança militar estão prontos para conduzir ataques à distância contra grupos terroristas no Afeganistão, caso voltem a tentar se estabelecer no país.

    Tal declaração chega poucos dias após o Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países) tomar o controle da capital afegã, Cabul.

    "Os que têm agora o poder, têm a responsabilidade de garantir que os terroristas internacionais não recuperem seu ponto de suporte", disse Stoltenberg para os vários repórteres na sede da OTAN em Bruxelas, na Bélgica. 

    O secretário-geral da Aliança Atlântica indicou que algumas das forças de segurança afegãs "lutaram corajosamente", mas não conseguiram proteger o país porque, no final, os líderes políticos do Afeganistão não conseguiram enfrentar o Talibã e alcançar a solução pacífica que a população "desejava desesperadamente".

    A ameaça do terrorismo

    Stoltenberg enfatizou que o terrorismo internacional é uma vez mais uma ameaça após o retorno do Talibã ao poder no Afeganistão, e é por isso que a Aliança Atlântica "deve estar vigilante para permanecer na frente da luta" contra grupos dessa natureza.

    Do mesmo jeito, também apelou ao movimento rebelde para que facilite a partida de todos os cidadãos que queiram deixar o país, e que respeite os direitos humanos, particularmente os das mulheres. 
    Soldado da OTAN atingido por explosão do carro-bomba no Afeganistão
    © AFP 2021 / WAKIL KOHSAR
    Soldado da OTAN atingido por explosão do carro-bomba no Afeganistão

    Stoltenberg informou ainda que a OTAN havia concordado em enviar aviões de evacuação adicionais para Cabul.

    "Os aliados enfrentaram o risco [da retirada do Afeganistão] porque sabiam que a alternativa era não continuar com uma presença militar limitada, sendo que a alternativa mais provável era a continuação de uma presença maior de tropas da OTAN e voltar a entrar em combate", explicou o secretário-geral. 

    Afeganistão: um final trágico

    Porém, Jens Stoltenberg sublinhou que compreende o descontentamento de praticamente todo o mundo ante o caos atual vivido no Afeganistão, cujas imagens têm circulado nas redes sociais.

    "A frustração é fácil de entender quando vemos que tantos anos de esforços de toda a comunidade internacional não produziram os melhores resultados em termos de estruturas estatais afegãs", lamentou.

    O secretário-geral da OTAN disse que o objetivo da aliança no Afeganistão era ajudar na construção de um Estado viável sem precisar manter uma presença permanente no país, classificando o colapso do governo afegão ante o Talibã, após 20 anos de conflito, uma "tragédia".

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    Tags:
    OTAN, Jens Stoltenberg, Afeganistão, Talibã, ataques, terroristas
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