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    Os talibãs (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) subornaram militares afegãos em 2020, expandindo seu esquema até as autoridades distritais e provinciais, revelou o jornal The Washington Post.

    Os funcionários do governo afegão descreveram tais esquemas como "acordos de cessar-fogo", mas na verdade os islamistas ofereceram dinheiro em troca da entrega de armas, segundo fontes da mídia.

    Em um ano e meio, o Talibã conseguiu expandir esse esquema para o nível de autoridades distritais e provinciais.

    O ponto alto das atividades talibãs para subornar as autoridades foi "uma série impressionante de negociações sobre a rendição das forças governamentais", de acordo com entrevistas com mais de uma dúzia de oficiais afegãos, polícia, tropas de operações especiais e outros soldados, escreve a mídia.

    Segundo um funcionário dos serviços secretos afegãos, "alguns só queriam dinheiro", mas outros entraram em compromisso com o Talibã após a assinatura do acordo entre Washington e o movimento em Doha sobre a retirada das tropas estrangeiras.

    Muitos se aperceberam de que o Talibã inevitavelmente retornaria ao poder e decidiram "garantir um lugar ao lado dos vencedores".

    "Eles viram aquele documento como o fim", disse um oficial. "No dia em que o acordo foi assinado vimos a mudança. Todo mundo estava apenas cuidando de si próprio. Foi como se [os Estados Unidos] nos tivessem deixado para falhar."

    À medida que as tropas dos EUA e da OTAN deixavam o Afeganistão, os militantes do Talibã começaram a tomar os territórios do país. A saída do contingente estrangeiro foi um dos pontos de acordo que o Talibã e os Estados Unidos assinaram em Doha, Catar, em fevereiro de 2020.

    O acordo de Doha previa que as forças estrangeiras deixassem o Afeganistão até maio de 2021, mas os EUA adiaram o prazo até setembro deste ano, quando se assinalam 20 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001.

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    Tags:
    Afeganistão, Talibã, terrorismo, terrorista, militares, arma
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