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    Mundo vs. COVID-19 no final de julho de 2021 (25)
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    Pequim condenou a nova ronda de investigações pela Organização Mundial de Saúde (OMS), especialmente por considerar seriamente a teoria de que o novo coronavírus teria sido fabricado.

    Esta teoria tem vindo a ser alimentada pelo presidente norte-americano Joe Biden, após ter sido classificada teoria da conspiração em 2020.

    Agora, a ONU pediu à China para cooperar na investigação das origens da COVID-19 com a OMS, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

    "Imploramos a todos os Estados-membros, incluindo a China, que cooperem plenamente com a Organização Mundial da Saúde e, se a OMS acreditar que precisa de mais informações, esperamos que todos cooperem", declarou o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq.

    Por sua vez, a Comissão Nacional de Saúde da China denunciou o apelo à cooperação nas novas investigações como "insultuoso". Tal sugere que a ideia de o vírus ter escapado de um laboratório chinês - teoria fortemente rejeitada por Pequim - está, de fato, sendo considerada.

    Pessoal de segurança vigia fora do Instituto de Virologia de Wuhan durante visita de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da doença do novo coronavírus (COVID-19) em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Thomas Peter
    Pessoal de segurança vigia fora do Instituto de Virologia de Wuhan durante visita de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da doença do novo coronavírus (COVID-19) em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2021

    De igual modo, o Ministério das Relações Exteriores da China também mostrou sua preocupação ante a situação descrita. 

    "Não se pode deixar de pensar que este plano é feito para ecoar a 'teoria do vazamento de laboratório' defendida por alguns países como os EUA. E a falta de transparência no processo de redação também aumentou a suspeita de que esse plano é produto de políticas de manipulação", comentou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, esta sexta-feira (23).

    Assim, Pequim se recusou a trabalhar com a OMS na segunda investigação, depois que foi revelado que o processo incluirá "auditorias de laboratórios e instituições de pesquisa relevantes" que operavam na área onde os primeiros casos da COVID-19 confirmados foram detectados.

    As autoridades chinesas, no entanto, questionaram repetidamente esse fato, sugerindo que as primeiras infecções por COVID-19 podem ter ocorrido em outro lugar no mundo, mas não foram reconhecidas como tal na época.
    Agente da Saúde aguarda paciente para administrar vacina contra a COVID-19 em Pequim, China, 15 de abril de 2021
    © REUTERS / Thomas Peter
    Agente da Saúde aguarda paciente para administrar vacina contra a COVID-19 em Pequim, China, 15 de abril de 2021

    Esta é a segunda inspeção que a OMS planeja realizar na China para estabelecer como o novo coronavírus, que originalmente infectava apenas animais, começou a aparecer nos humanos. A primeira missão da OMS determinou, em março de 2021, que era altamente improvável que o vírus fosse fabricado pelo homem ou que tivesse escapado de um laboratório, mas ficou por explicar como a transferência do vírus dos animais para os humanos passou a ser possível.

    Os EUA, por seu lado, criticaram a China por não dar aos especialistas da OMS acesso total aos locais que desejavam visitar. Contudo, Joe Biden revelou que a inteligência americana ainda não tem uma opinião única e concreta sobre a origem do coronavírus. 

    Tema:
    Mundo vs. COVID-19 no final de julho de 2021 (25)

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    Tags:
    China, ONU, OMS, COVID-19, investigação
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