18:02 02 Agosto 2021
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    1272
    Nos siga no

    Pequim e Pyongyang reafirmaram seus compromissos com o tratado de amizade bilateral de 1961, com Xi Jinping, presidente da China, procurando conduzir as relações "a uma nova etapa".

    Xi Jinping, líder da China, e Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, sublinharam a "confiança de companheiros" entre ambos os países, prometendo continuar impulsionando a cooperação e a ajuda mútua em mensagens expressas durante o 60º aniversário do tratado de amizade entre os dois países, informou no domingo (11) a agência norte-coreana KCNA.

    Em uma mensagem enviada a Xi Jinping, o líder norte-coreano disse que o relacionamento era vital diante do que ele chamou de "forças hostis" ao redor do mundo.

    "Apesar da complexa situação internacional sem precedentes nos últimos anos, a confiança de companheiros e a amizade militante entre a República Popular Democrática da Coreia e a China se fortalecem a cada dia", escreveu Kim Jong-un durante o aniversário do tratado, também conhecido como Tratado de Amizade Sino-Norte-Coreano de Ajuda Mútua e Cooperação, citado pela KCNA.

    A manutenção do tratado está trabalhando para defender o socialismo na Ásia, "agora que as forças hostis se tornam mais desesperadas em seus desafios e movimentos obstrutivos", disse, enquanto Xi afirmou que tem planos de "conduzir firmemente as relações de amizade e cooperação entre os dois países a uma nova etapa".

    O Tratado de Amizade Sino-Norte-Coreano de Ajuda Mútua e Cooperação foi assinado em 11 de julho de 1961 entre a Coreia do Norte e a China, e continua sendo atualmente o único tratado de defesa que qualquer um dos dois tem com qualquer nação.

    Ocidente contendo 'ascensão da China'

    Durante o centenário do Partido Comunista da China, no poder, em 1º de julho os líderes chinês e norte-coreano também confirmaram os laços entre os dois países e referiram a "complexa situação internacional", em que Pequim e Pyongyang sofrem pressões crescentes das potências ocidentais, que procuram "desarmar as armas nucleares da Coreia do Norte" e conter a "ascensão da China à liderança global".

    Durante a nomeação em maio por Joe Biden de Sung Kim como representante especial para a região, o presidente norte-americano declarou que os EUA, junto com a Coreia do Sul, querem "se engajar diplomaticamente com a República Popular Democrática da Coreia" com o objetivo de desnuclearizar a península da Coreia.

    No entanto, Ri Son-gwon, ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, disse em junho que o país não estava "considerando sequer a possibilidade de qualquer contato com os EUA, muito menos tê-lo [...] não nos levaria a lugar nenhum, apenas gastando um tempo precioso".

    A Coreia do Norte está sob um leque de sanções dos EUA e outros países ocidentais. A China também tem sido recentemente alvo de várias ordens executivas da administração Biden com o objetivo de combater supostos riscos de segurança nacional. Donald Trump, seu antecessor, citou essa como a razão para a restrição do comércio com algumas empresas chinesas e o bloqueio de certas tecnologias provenientes do país asiático.

    Mais:

    Pentágono adverte sobre perigo iminente de guerra nuclear à medida que países expandem arsenais
    China diz estar pronta para ajudar Coreia do Norte no combate ao coronavírus
    Coreia do Norte adverte cidadãos sobre 'vírus malicioso' vindo de folhetos sul-coreanos
    Coreia do Norte continua construindo armas químicas e biológicas, diz funcionária dos EUA
    Tags:
    Joe Biden, EUA, Ocidente, República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Kim Jong-un, Xi Jinping, KCNA, Coreia do Norte, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar