11:28 05 Agosto 2021
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    O presidente da China, Xi Jinping, jurou na quinta-feira (1º) completar a "reunificação" com Taiwan, bem como "esmagar" qualquer tentativa de independência formal. Tal juramento, por sua vez, alimentou críticas e tensões vindas de Taipé.

    É sabido que a China vê Taiwan como parte de seu território, pelo que tem feito tudo a seu alcance para assertar sua soberania sobre a ilha em questão, incluindo voos regulares com caças e bombardeiros perto do território.

    "Resolver a questão de Taiwan e completar a reunificação total com a terra-mãe são tarefas históricas inabaláveis do Partido Comunista Chinês [PCC] e a aspiração comum de todo o povo chinês [...] Todos os filhos e filhas da China, incluindo compatriotas de ambos os lados do estreito de Taiwan, devem trabalhar juntos e se mover em frente em solidariedade, esmagando resolutamente qualquer conspiração para 'a independência de Taiwan'", disse Xi em seu discurso do centenário do PCC, citado pela agência Reuters.

    Em resposta, o Conselho de Assuntos Continentais de Taiwan, que elabora políticas relativas à China, disse que, enquanto o PCC conseguiu atingir um "certo desenvolvimento econômico", este deveria adotar uma natureza supostamente mais democrática.

    "Seus erros históricos de tomadas de decisões e suas ações prejudiciais persistentes têm causado ameaças sérias à segurança regional", acrescentou.

    O povo de Taiwan rejeitou a política de Uma Só China – que dita que a ilha é parte do gigante asiático – e Pequim deveria parar com sua intimidação militar e dialogar com Taipé como atores iguais, conforme o conselho.

    No entanto, por agora parece que a China não vai recuar em sua política, pelo que seu líder já avisou que ninguém deveria "subestimar a forte determinação do povo chinês, [nem] sua força de vontade firme e a capacidade formidável de defender sua soberania nacional e integridade territorial", citado pela mídia.

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    Tags:
    China, Taiwan, Uma Só China, tensão geopolítica, Estreito de Taiwan
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