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    A Coreia do Norte condenou Israel, através de um comunicado oficial, por converter a Faixa de Gaza "em um enorme matadouro humano e um lugar de massacre de crianças" durante o recente conflito com Hamas.

    O Ministério das Relações Exteriores do país asiático declarou em comunicado que "o crime horrível de Israel de matar crianças, que ainda são botões que não floresceram, é um grave desafio para o futuro da humanidade e um crime contra a mesma".

    "Não é exagero dizer que toda a Faixa de Gaza se converteu em um enorme matadouro humano e um lugar de massacre de crianças", de acordo com publicação do ministério.

    O documento aponta que "pouco depois do final dos bombardeios, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e as autoridades israelenses estão tentando ocultar seu crime de matar até crianças, afirmando que Israel é o único país democrático do Oriente Médio no qual todos os cidadãos, incluindo os árabes e os judeus, têm os mesmos direitos independentemente de seu nascimento".

    A chancelaria norte-coreana sublinhou especificamente que o assassinato de menores inocentes é um crime que nunca pode ser justificado por nenhum motivo.

    Pai carrega corpo de menino de 12 anos de idade, Rahaf al-Dayer, morto durante o ataque aéreo de Israel que destruiu os andares superiores de um prédio comercial e causou danos ao Ministério de Saúde e a uma clínica de saúde primária, cidade de Gaza, 17 de maio de 2021
    © AFP 2021 / Anas Baba
    Pai carrega corpo de menino de 12 anos de idade, Rahaf al-Dayer, morto durante o ataque aéreo de Israel que destruiu os andares superiores de um prédio comercial e causou danos ao Ministério de Saúde e a uma clínica de saúde primária, cidade de Gaza, 17 de maio de 2021

    Além disso, o ministério destacou que as mídias internacionais também condenam veementemente o governo israelense "por continuar massacrando crianças, e representam Israel como culpado pela expulsão dos palestinos, pela expansão de assentamentos ilegais e por plantar as sementes do ódio".

    A escalada de violência entre israelenses e palestinos alcançou seu auge em meados de maio após semanas de crescente tensão. A indignação dos palestinos diante das barreiras de segurança colocadas em Jerusalém Oriental durante o Ramadã e o despejo de famílias palestinas de um bairro árabe na mesma zona, junto ao ataque das Forças de Defesa de Israel (FDI) à mesquita de Al-Aqsa, provocaram uma onda de violência.

    Como resultado da troca de foguetes entre Israel e Hamas, na Faixa de Gaza, ao menos 243 palestinos faleceram, incluindo 66 crianças, e mais de 1.900 ficaram feridos. Entre os israelenses, morreram 12 pessoas, incluindo duas crianças, e centenas ficaram feridas.

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    Tags:
    Coreia do Norte, Israel, chancelaria, Faixa de Gaza, massacre, crianças
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