21:40 18 Junho 2021
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    91235
    Nos siga no

    A proibição dos EUA da compra de ações de uma série de grandes empresas da China pode causar a queda do PIB chinês em 0,7-0,8% por trimestre, mas Pequim não deixará isso sem resposta, considera especialista russo.

    Nesta quarta-feira (3), o presidente dos EUA, Joe Biden, assinou uma ordem executiva que proíbe entidades norte-americanas de investirem em 59 empresas chinesas com supostos vínculos ao setor de defesa ou tecnologias de vigilância. A lista anterior incluía 31 empresas do país asiático. A proibição entrará em vigor no dia 2 de agosto.

    Em entrevista à Sputnik, um especialista em relações internacionais no Leste Asiático, o professor Sergei Luzyanin, comentou as possíveis consequências da medida norte-americana: "Isso, claro, não é uma redução do PIB em 1,5-2%. Mas pela taxa de crescimento, isso poderá levar a uma queda de 0,7-0,8% por trimestre".

    Segundo suas palavras, as ações das autoridades americanas podem levar à redução da quantidade de projetos de investimento chineses nos Estados Unidos e também de investimentos americanos no mercado chinês em projetos de alta tecnologia.

    "Os riscos macroeconômicos para o mercado chinês certamente vão aumentar", afirmou.

    Entretanto, o especialista expressou sua convicção que Pequim não deixará as ações da administração Biden sem resposta.

    "As respostas seguirão, certamente, isso é absolutamente óbvio. Primeiramente, a resposta será na forma de restrições com tarifas e sanções no âmbito da guerra comercial iniciada ainda com Trump. Os chineses vão recuperar a perda de lucros no comércio e, sem dúvida, fortalecer o saldo positivo em determinadas áreas e limitar as importações americanas", disse.

    Além disso, o especialista notou que a China vais ceder menos no estabelecimento de contratos de investimento com empresas dos EUA e dos países aliados da América.

    Reação da China

    Durante o briefing nesta sexta-feira (4), o representante do MRE chinês, Wang Wenbin, prometeu que Pequim retaliará após novas sanções de Washington.

    "O lado chinês se opõe fortemente a isso. As ações norte-americanas violam as regras e a ordem do mercado, prejudicam os interesses legítimos não apenas das empresas chinesas, mas também dos investidores de todo o mundo, incluindo nos EUA", disse o representante.

    Ele instou os EUA a respeitarem regras e princípios de mercado e disse que "o lado chinês tomará as medidas necessárias e protegerá decididamente os interesses legítimos das empresas chinesas".

    A lista publicada pelo Departamento do Tesouro dos EUA abrange grandes corporações tais como a Corporação de Ciência e Indústria Aeroespacial da China, a Corporação Nuclear Nacional da China, as divisões da China Mobile em Pequim e Hong Kong, a corporação petrolífera chinesa CNOOC, a empresa Huawei, entre outras.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

    Mais:

    EUA planejam acelerar implantação de armas hipersônicas em meio a 'ameaça progressiva' da China
    Secretário de Estado dos EUA alerta líderes do Pacífico sobre 'coerção econômica' da China
    Quando se trata de roubar segredos, EUA sempre estão em 1º lugar no mundo, declara China
    Tags:
    PIB, Pequim, Joe Biden, EUA, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar