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    Presidente da França e chanceler da Alemanha anunciaram que esperam explicações dos EUA e da Dinamarca sobre alegações de os países se aliaram para espionar aliados europeus.

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, afirmou nesta quinta-feira (3) que "quando se trata de roubar segredos, os EUA sempre estão em primeiro lugar no mundo", qualificando como "estonteante" a quantidade de meios que Washington aplica para isso.

    "Se os aliados dos EUA considerassem seu comportamento de espionagem inaceitável, o mundo se colocaria mais fortemente contra isso. Quando se trata de roubar segredos, os EUA sempre estão em primeiro lugar no mundo. A quantidade de meios que aplica para fazer isso é estonteante", disse Wang durante coletiva de imprensa.

    Os comentários do porta-voz do MRE chinês foram feitos depois que se soube que a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) recebeu ajuda da Dinamarca para espionar a chanceler alemã Angela Merkel por vários anos e outros políticos europeus.

    Na segunda-feira (30), o presidente francês Emmanuel Macron afirmou, durante coletiva de imprensa conjunta com Merkel, que aguarda explicações de Washington e ressaltou que "isso não é aceitável entre os aliados".

    "Pedimos aos nossos parceiros dinamarqueses e norte-americanos que nos forneçam todas as informações sobre estas revelações", frisou Macron, acrescentando que espera ter mais clareza sobre os fatos ocorridos e práticas presentes dos aliados.

    Presidente da França, Emmanuel Macron, em conferência de imprensa após reunião do Conselho Europeu, no Palácio de Elysée, Paris, França, 25 de março de 2021
    © REUTERS / Benoit Tessier
    Presidente da França, Emmanuel Macron, em conferência de imprensa após reunião do Conselho Europeu, no Palácio de Elysée, Paris, França, 25 de março de 2021

    'Quem é a verdadeira ameaça?'

    De acordo com o porta-voz, Washington simula sinais de estações base para acessar e roubar dados de telefones celulares, transforma 'aplicativos' em unidades de vigilância, registra-se em servidores em nuvem, conecta-se a cabos submarinos e instala programas de coleta secreta de inteligência em suas embaixadas e consulados em todo o mundo para fins de espionagem.

    Dessa forma, Wang afirma que a espionagem de líderes europeus com a ajuda dos serviços secretos dinamarqueses é "apenas a ponta do iceberg" da "enorme rede global de roubos secretos" dos EUA, acrescentando que Washington "deve uma explicação para a comunidade internacional".

    Ao mesmo tempo, o representante oficial do MRE chinês observou que os EUA, enquanto espionam a todos, "reprimem arbitrariamente as empresas estrangeiras respeitadoras da lei sob o pretexto da segurança nacional", o que "expõe totalmente sua hipocrisia e natureza hegemônica".

    "Quem diabos está roubando informações? E quem é a verdadeira ameaça?", perguntou Wang.

    O porta-voz concluiu afirmando que os EUA devem parar "imediatamente" com sua "ação ilegal de espionagem massiva e indiscriminada" e "pagar sua dívida com o mundo".

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    Tags:
    espionagem, Dinamarca, França, Alemanha, EUA, China
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