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    Os Estados Unidos e não a Coreia do Sul é que são o verdadeiro inimigo da Coreia do Norte, avança um artigo publicado na agência estatal norte-coreana KCNA.

    As autoridades de Pyongyang reagiram desta maneira ao acordo entre Washington e Seul sobre o fim das limitações de alcance dos mísseis sul-coreanos.

    De acordo com o artigo de Kim Myong Chol, comentarista de política internacional da KCNA, esta decisão mostra que os EUA apenas usam o seu aliado, mas é Washington o principal instigador da instabilidade na península coreana.

    "Nosso alvo não são as tropas sul-coreanas, mas os Estados Unidos, que estão do outro lado do oceano", afirma Chol.

    Segundo ele, os EUA esperam "realizar o objetivo da hegemonia" à custa da Coreia do Sul.

    Chol ressalta que Washington e Seul claramente demonstraram suas ambições agressivas e, portanto, eles não têm direito de falar sobre as ações de reforço da defesa da Coreia do Norte ou de violações das resoluções das Nações Unidas.

    Bandeira da Coreia do Norte em mastro na fronteira com a Coreia do Sul (foto de arquivo)
    © AP Photo / Kim Hyun-tae
    Bandeira da Coreia do Norte em mastro na fronteira com a Coreia do Sul (foto de arquivo)

    Em 21 de maio, durante a cúpula em Washington, o presidente dos EUA Joe Biden e o seu homólogo sul-coreano Moon Jae-in concordaram em retirar as limitações dos mísseis balísticos de Seul, que agora poderão ter um alcance superior a 800 km.

    Conforme o acordo assinado em 1979 entre os EUA e a Coreia do Sul, com as alterações introduzidas no documento em 2001, o alcance dos mísseis sul-coreanos não poderia exceder os 300 km e o seu peso máximo não deveria ultrapassar os 500 kg. Em 2012, os países concordaram em estender o alcance destes mísseis para 800 km.

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    Tags:
    península coreana, tensão militar, EUA, Coreia do Sul, Coreia do Norte
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