00:17 24 Junho 2021
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    As Filipinas aumentaram "substancialmente" o número de embarcações de patrulha em várias zonas disputadas no mar do Sul da China entre Manila e o gigante asiático.

    Tal evento segue-se aos vários encontros entre navios filipinos e a Guarda Costeira da China, bem como embarcações de milícias, informa o think tank estadunidense Iniciativa Asiática de Transparência Marítima (AMTI, na sigla em inglês), do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, indicado pelo South China Morning Post.

    O mesmo observou que "13 embarcações militares filipinas fizeram um total de 57 visitas às águas ao redor das ilhas Spratly e de Scarborough Shoal", segundo a mídia.

    Este aumento de atividade vem se desenrolando por dez meses, e não só têm as patrulhas se tornado cada vez mais frequentes, como também a localização das embarcações mudou para incluir quatro áreas disputadas.

    Ao ser questionado sobre a razão deste aumento de atividade, o diretor do AMTI, Gregory Poling, respondeu que "a flotilha chinesa no recife de Whitsun parece ter soado um alerta. [Tal acontecimento] reforçou o que a Guarda Costeira a e as Forças Armadas filipinas provavelmente já sabiam, dada a presença da milícia chinesa em torno de Pag-asa. Mas agora [essa informação] está nos jornais e não pode ser ignorada", disse Poling citado pelo South China Morning Post.

    Poling acredita que as operações constantes de navios de milícias chinesas no mar no Sul da China têm como objetivo o desgaste contínuo das capacidades das forças de Manila de afugentar os barcos chineses.

    O dr. Renato de Castro, especialista filipino em Relações Internacionais, concorda com a teoria do diretor do AMTI, dizendo que "é simplesmente uma questão de desgastar o outro lado até ao ponto do último não aguentar e aceitar o inevitável".

    Desde março de 2021 que as tensões entre Manila e Pequim vêm aumentando, após a presença de mais de 200 barcos, supostamente tripulados por milícias chinesas, entrarem na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) de 200 milhas das Filipinas. A partir de então, as Filipinas têm aumentado sua presença em zonas contestadas com a China dentro da ZEE, tendo o seu presidente, Rodrigo Duterte, já advertido que não se retirará das mesmas.

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    Tags:
    disputa marítima, milícias, embarcações, Mar do Sul da China, Filipinas, China
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