Após captura de soldados armênios na fronteira, Azerbaijão acusa Armênia de terrorismo e provocação

© Sputnik / Ilya Pitalev / Acessar o banco de imagensMilitares da autoproclamada República de Nagorno-Karabakh participaram de confrontos com as Forças Armadas do Azerbaijão em 2015; agora, o conflito entrou em uma nova fase
Militares da autoproclamada República de Nagorno-Karabakh participaram de confrontos com as Forças Armadas do Azerbaijão em 2015; agora, o conflito entrou em uma nova fase - Sputnik Brasil, 1920, 27.05.2021
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Vagharshak Harutiunyan, ministro da Defesa da Armênia, confirmou nesta quinta-feira (27) que seis soldados armênios foram capturados na região de Gegharkunik, na fronteira com o Azerbaijão.

No início do dia, o ministro da Defesa azeri, Zakir Hasanov, informou que os seis militares arménios teriam sido apanhados ao tentar atravessar a fronteira entre os dois países. O diplomata qualificou o sucedido como ato de "terrorismo, [e] provocação", afirmando que viola o acordo trilateral sobre Nagorno-Karabakh.

Por sua vez, Harutiunyan argumenta que "militares das Forças Armadas do Azerbaijão detiveram e capturaram seis militares das Forças Armadas armênias que realizavam obras de engenharia em território protegido de uma unidade militar das Forças Armadas da Armênia na seção fronteiriça da região de Gegharkunik", de acordo com a Sputnik. Informou ainda que estão decorrendo esforços para que os militares armênios sejam em breve liberados.

O ministro da Defesa da Armênia refuta as declarações de Baku de que os seis militares teriam alegadamente atravessado a fronteira e entrado em território azeri.

Atualmente, Baku indica que pretende fazer negociações com a Armênia para demarcar as seções da fronteira que ainda são disputadas.

Nikol Pashinyan, premiê armênio, advertiu que a Armênia não vai tolerar a presença militar azeri em seu território.

As relações entre Baku e Erevan têm se mantido bastante tensas desde o último conflito militar entre forças azeris e armênias em Nagorno-Karabakh, ocorrido entre setembro e novembro de 2020, que terminou com uma trégua mediada por Moscou. Até hoje, ambos os países se mantêm em alerta na sua fronteira, na qual há ainda várias zonas disputadas.

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