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    Mundo vs. pandemia do coronavírus no início de maio de 2021 (63)
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    A China estabelecerá uma "linha de separação" no topo do Everest para evitar possíveis infecções por COVID-19 por escaladores do Nepal infectados pelo vírus, informou a mídia estatal, depois que dezenas de pessoas ficaram doentes no acampamento-base da montanha.

    Embora o vírus tenha surgido pela primeira vez na China no final de 2019, ele foi amplamente controlado no país por meio de uma série de bloqueios e fechamentos de fronteiras.

    Mais de 30 alpinistas doentes foram evacuados do acampamento-base no lado nepalês da montanha mais alta do mundo nas últimas semanas, enquanto o Nepal enfrenta uma segunda onda mortal, aumentando o temor de que o vírus possa arruinar a temporada de escalada.

    As autoridades tibetanas disseram aos repórteres em uma coletiva de imprensa que tomariam as "medidas mais rigorosas de prevenção de epidemias" para evitar o contato entre alpinistas nas encostas norte e sul, ou no topo da montanha, informou a agência de notícias oficial Xinhua no domingo (9).

    Os guias de montanha estabelecerão linhas divisórias no topo do Everest antes de permitir que os montanhistas comecem a escalada, disse o chefe da Associação de Montanhismo do Tibete, citado pela Xinhua. O funcionário, no entanto, não forneceu detalhes sobre como seriam feitas essas linhas divisórias.

    De acordo com o oficial, 21 escaladores chineses receberam permissão para ascender ao cume do Everest este ano, depois de permanecerem em quarentena no Tibete desde o início de abril.

    O monte Everest (foto de arquivo)
    O monte Everest (foto de arquivo)
    A China também intensificará as medidas de controle do vírus no acampamento-base chinês, no lado norte da montanha, com a proibição de entrada de turistas que não praticam escalada na área panorâmica do Everest. Além disso, Pequim proibiu os estrangeiros de escalar o Everest desde o ano passado, devido ao surto do coronavírus.

    Este ano, contudo, o Nepal emitiu um número recorde de licenças de escalada para tentar aumentar o número de visitantes, depois que a indústria do turismo no país sofreu um golpe devastador em 2020 com a pandemia.

    Uma permissão para escalar o Everest no Nepal custa US$ 11 mil (cerca de R$ 57 mil) e os escaladores chegam a pagar mais de US$ 40 mil (cerca de R$ 208 mil) por uma expedição.

    Acampamento-base do monte Everest no Nepal
    © AFP 2021 / Prakash Mathema
    Acampamento-base do monte Everest no Nepal
    Mais de mil pessoas costumam acampar na movimentada cidade de barracas na base do Everest, no lado nepalês, incluindo escaladores estrangeiros e as equipes de guias nepaleses que os ajudam a subir a montanha.

    Nas últimas três semanas, a trajetória diária de casos do Nepal disparou, com duas entre cada cinco pessoas testadas agora apresentando resultados positivos, conforme as infecções se espalham pela segunda onda mortal da vizinha Índia.

    Tema:
    Mundo vs. pandemia do coronavírus no início de maio de 2021 (63)

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    Tags:
    escalada, alpinistas, COVID-19, Everest, Nepal, China
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