10:09 23 Junho 2021
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    Enquanto estrategistas ocidentais continuam expressando preocupações de que a China pode transformar alguma ilha remota do Pacífico em uma nova base militar, os EUA já operam várias instalações militares na região, algumas a apenas 400 milhas (740 km) da costa chinesa.

    China poderá em breve aprimorar um aeródromo abandonado em uma ilha da República de Kiribati – país insular localizado no Pacífico Sul.

    Dois anos atrás, as duas nações restabeleceram suas relações e iniciaram novos projetos de cooperação, incluindo investimento em infraestrutura, bem como em intercâmbios culturais e comerciais.

    Tessie Lambourne, legislador oposicionista da Republica de Kiribati, disse à agência Reuters que o presidente do país, Taneti Maamau, tinha estado negociando com a China a reparação do aeródromo na ilha de Kanton, no entanto, não se sabe se este projeto faz parte da Iniciativa Um Cinturão, Uma Rota.

    "O governo não divulgou os custos e outros detalhes, além de dizer que é um estudo de viabilidade para a recuperação da pista e da ponte", explica Lambourne. "Em devido tempo, a oposição vai pedir mais informações do governo."

    De acordo com medições do Google Earth, a ilha de Kanton está localizada 5.280 milhas a sudeste de Hong Kong, 1.850 milhas a sudoeste do Havaí e 800 milhas a norte da Samoa Americana – um território dos EUA.

    A pista, situada no canto noroeste do atol, tem cerca de 2.440 metros, mas aparentemente apenas 1.980 metros podem ser utilizáveis, os restantes 460 metros estão cobertos de arvores e arbustos
    © Foto / GOOGLE EARTH
    A pista, situada no canto noroeste do atol, tem cerca de 2.440 metros, mas aparentemente apenas 1.980 metros podem ser utilizáveis, os restantes 460 metros estão cobertos de arvores e arbustos

    A pista, situada no canto noroeste do atol, tem cerca de 2.440 metros, mas aparentemente apenas 1.980 metros podem ser utilizáveis, os restantes 460 metros estão cobertos de arvores e arbustos.

    De acordo com um "conselheiro dos governos do Pacífico" entrevistado pela Reuters, se o aeródromo for reparado, Kantor "seria um porta-aviões fixo". Mas a pista de aterrissagem necessitaria de bastante mais trabalho de construção a fim de transformá-la em alguma espécie de instalação militar, incluindo hangares, instalações para reparação, armazenamento e habitação.

    Com sua extensão atual, o aeródromo poderia abrigar alguns tipos de caças com distâncias de decolagem mais curtas, mas grandes aeronaves de transporte ou bombardeiros, que têm tanques de combustível para fazer voos tão longos, não seriam capazes de usar a pista, mesmo se esta for reparada na totalidade do comprimento.

    No mês passado, o primeiro-ministro australiano Scott Morrison anunciou que investirá US$ 580 milhões (R$ 3,2 bilhões) na renovação de quatro bases militares no norte australiano, bem como no reforço dos jogos de guerra com os EUA. O anúncio surge em meio à escalada de tensões entre Austrália e China.

    Para Morrison, Austrália deve expandir suas capacidades militares para estar pronta a responder a tensões indeterminadas – disse ele sem se referir ao gigante asiático – na região da Ásia-Pacífico.

    A Austrália faz parte do Diálogo de Segurança Quadrilateral (Quad, na abreviatura em inglês) que, além de Canberra, conta com a participação dos EUA, Japão e Índia e que visa, entre outras coisas, combater a expansão chinesa no Indo-Pacífico.

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    Tags:
    EUA, aviação militar, base militar, China, oceano Pacífico, base aérea
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