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    Um enviado norte-americano criticou recentemente Pequim por supostamente não fazer o suficiente para combater as alterações climáticas, levando a China a referir os passos dos próprios EUA.

    Washington não está em posição de dar lições a Pequim sobre seus esforços em inverter mudanças climáticas, de acordo com Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

    "O retorno dos EUA não é de modo algum o retorno do rei, mas o retorno do aluno que faltou às aulas. Os EUA ainda não fizeram uma contribuição determinada nacionalmente, e não deram nenhuma explicação sobre como preencher a lacuna nos quatro anos de ação", observou, referindo-se ao retorno dos EUA ao Acordo de Paris em 2021 sob o presidente Joe Biden.

    Na quarta-feira (14), John Kerry, enviado norte-americano, voou para Xangai, China, para discutir as mudanças climáticas com seus homólogos chineses. Ele afirmou que o gigante asiático deve tomar mais ações e "assumir a responsabilidade" por sua parte na crise climática, pedindo para Pequim parar de construir usinas elétricas alimentadas a carvão, e parar de financiar empreendimentos de carvão no exterior.

    No entanto, Zhao retrucou dizendo que a China tem cumprido seu papel na questão.

    "As ações e a eficácia da China no combate à mudança climática são óbvias para todos. A China tem feito contribuições importantes para alcançar o Acordo de Paris. No ano passado, anunciou o pico do carbono e as metas de visão neutra em carbono, bem como novas medidas para aumentar a força das contribuições determinadas nacionalmente", comentou o diplomata, referindo também que os esforços de Pequim ajudarão a reduzir o aumento da temperatura global em 0,2 °C a 0,3 °C.

    Os EUA, juntamente com a China, foram signatários originais do Acordo de Paris de 2015, em 22 de abril de 2016, que entrou em vigor em 4 de novembro desse ano. No entanto, a administração do presidente norte-americano Donald Trump, que tomou posse em 20 de janeiro de 2017, expressou ceticismo sobre a iniciativa, e anunciou sua saída ainda em 4 de agosto do primeiro ano de mandato trumpista. Essa, por sua vez, se tornou efetiva em 4 de novembro de 2020, um dia depois das eleições presidenciais, que Trump perdeu para Joe Biden.

    Já a nova administração do presidente democrata, que tomou posse em 20 de janeiro de 2021, apoia o Acordo de Paris, e consumou sua reentrada nele em 19 de fevereiro.

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    Tags:
    John Kerry, Acordo de Paris, EUA, China
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