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    Os militares dos Estados Unidos se envolveram em uma forma de "guerra cognitiva", após o último encontro entre navios de guerra norte-americanos e a Marinha da China.

    Ambos os países enviaram grupos de ataque de porta-aviões para os mares do Sul da China e da China Oriental, liderados pelos porta-aviões USS Theodore Roosevelt e Liaoning, respectivamente.

    No domingo (11), os EUA divulgaram uma foto mostrando um de seus destróiers de mísseis guiados, USS Mustin, seguindo o grupo aeronaval do Liaoning, um movimento que os analistas avaliaram como uma mensagem clara para os chineses, segundo informou South China Morning Post.

    A foto tirada em 5 de abril em algum lugar no mar da China Oriental, mostra o capitão do navio, comandante Robert J. Briggs, e seu imediato, Richard D. Slye, observando o Liaoning, que estava a poucos milhares de metros de distância.

    Comandante Robert J. Briggs, e seu imediato, Richard D. Slye monitoram contatos de superfície desde destróier de mísseis guiados USS Mustin, 4 de abril de 2021
    Comandante Robert J. Briggs, e seu imediato, Richard D. Slye monitoram contatos de superfície desde destróier de mísseis guiados USS Mustin, 4 de abril de 2021

    "Na foto, o comandante Briggs parece muito relaxado com seus pés para cima observando o navio Liaoning a poucos milhares de jardas de distância, enquanto seu imediato também está sentado a seu lado, mostrando que não tomam seus homólogos do ELP [Exército Popular de Libertação] muito à sério", disse Lu Li-shih, ex-instrutor da Academia Naval de Taiwan em Kaohsiung.

    "Esta foto encenada é definitivamente uma 'guerra cognitiva' para mostrar que os EUA não consideram o ELP uma ameaça imediata", afirmou Lu.

    Zhou Chenming, pesquisador do think tank de Yuan Wang, um instituto de ciência e tecnologia militar chinês em Pequim, comentou que a foto indica que o navio de guerra dos EUA manteve uma "distância muito segura" enquanto seguia o Liaoning.

    "Ambos os lados entendem que há uma grande diferença entre os grupos de ataque dos porta-aviões americanos e chineses", afirmou Zhou.

    Andrei Chang, o editor-chefe da revista militar Kanwa Defence Review, declarou que a foto é um "aviso para o ELP" que os EUA estão completamente informados sobre o grupo de ataque do Liaoning.

    A Iniciativa de Sondagem da Situação Estratégica do Mar do Sul da China, com sede em Pequim, afirmou que os militares dos EUA aumentaram a implantação de aeronaves e navios de guerra nos mares da China Oriental e do Sul da China.

    Além disso, informou que o destróier USS Mustin foi enviado para as águas perto da foz do rio Yangtzé em 3 de abril, e desde domingo (4) tem seguido o grupo do Liaoning pelos mares da China Oriental e do Sul da China.

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    Tags:
    Mar do Sul da China, navio, destróier, porta-aviões, China, EUA
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