17:57 14 Abril 2021
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    O primeiro-ministro do Japão diz que seu país cooperará com os EUA para acalmar as tensões entre a China e Taiwan, não obstante a disputa entre o próprio Japão e China sobre movimentos no mar da China Oriental.

    O primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga afirmou neste domingo (4) que a paz e a estabilidade de Taiwan são fundamentais para a região e que Tóquio cooperará com os EUA para acalmar as tensões crescentes entre a China e Taiwan.

    "É importante para o Japão e os EUA trabalharem juntos e manterem a dissuasão para criar um ambiente no qual Taiwan e a China possam encontrar uma solução pacífica", disse Suga em um programa de televisão, citado pela agência Associated Press.

    Suga deve se reunir com o presidente norte-americano Joe Biden em Washington em 16 de abril, na primeira cúpula presencial de Biden desde que assumiu o cargo em janeiro. De acordo com a agência, Tóquio considera sua aliança com Washington a pedra angular de suas políticas diplomáticas e de segurança e o Japão está ansioso para desenvolver relações estreitas com a nova administração dos EUA.

    O presidente dos EUA, Joe Biden, coloca a máscara após pronunciamento na Casa Branca
    © REUTERS / Kevin Lamarque
    O presidente dos EUA, Joe Biden, coloca a máscara após pronunciamento na Casa Branca

    Espera-se que Taiwan esteja na agenda da reunião, uma vez que no governo Biden crescem as preocupações com uma possível invasão chinesa de Taiwan, que Pequim considera uma província rebelde.

    Os aviões de guerra chineses estão cada vez mais entrando no espaço aéreo taiwanês e, após as novas vendas de armamentos norte-americanos para Taipei, a China protestou contra um acordo para fortalecer a cooperação entre as guardas costeiras dos EUA e de Taiwan.

    Tensão sino-japonesa

    Nesta semana, o Ministério da Defesa da China pediu ao Japão que pare os movimentos provocativos e se abstenha de atacar a China por causa das disputadas ilhas Senkaku, no mar da China Oriental.

    Grupo de ilhas disputadas no mar do Sul da China: Uotsuri, Minamikojima e Kitakojima denominados Senkaku no Japão e Diaoyu na China (foto de arquivo)
    © REUTERS / Kyodo
    Grupo de ilhas disputadas no mar do Sul da China: Uotsuri, Minamikojima e Kitakojima denominados Senkaku no Japão e Diaoyu na China (foto de arquivo)

    O Japão se opõe à reivindicação de Pequim das ilhas Senkaku, controladas pelos japoneses, chamadas Diaoyu na China, e ao aumento da atividade na área disputada. A China também reivindica a posse de praticamente todo o mar do Sul da China, tendo construído instalações militares em recifes e atóis, cobrindo-os com areia e concreto. A China nega ser expansionista e diz que está apenas defendendo seus direitos territoriais.

    Durante a cúpula com Biden, Suga também espera apresentar uma visão de um "Indo-Pacífico livre e aberto" para promover a "ordem baseada em regras" na região e discutir maneiras de cooperar nas políticas em relação à Coreia do Norte, afirma a mídia. A luta contínua contra a pandemia e as mudanças climáticas também estão entre as questões-chave.

    O primeiro-ministro japonês, que estabeleceu uma meta de alcançar uma sociedade neutra em carbono até 2050, disse que espera cooperar estreitamente com Biden para liderar conjuntamente os esforços internacionais a fim de lidar com esta questão urgente. O líder dos EUA planeja realizar uma cúpula virtual sobre as mudanças climáticas ainda neste mês.

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    Tags:
    Mar do Sul da China, Mar da China Oriental, EUA, China, Japão, Taiwan
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