17:59 14 Abril 2021
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    3311
    Nos siga no

    Os planos estão sendo desenvolvidos após ameaças do regulador americano de expulsar certas empresas chinesas das bolsas norte-americanas.

    As autoridades chinesas estão considerando estabelecer uma bolsa de valores para atrair empresas listadas no estrangeiro e impulsionar o prestígio dos mercados de valores chineses, segundo a agência Reuters.

    O Conselho de Estado encarregou o regulador de valores mobiliários de conduzir um estudo sobre como criar uma bolsa de valores dirigida a empresas chinesas listadas em Hong Kong e nos Estados Unidos. O governo também espera que a sua iniciativa leve empresas ocidentais como a Apple ou a Tesla a registrarem filiais locais na nova bolsa.

    O plano de criar uma nova bolsa de valores é motivado pela crescente tensão econômica entre Pequim e Washington, nomeadamente devido às ameaças impostas pelos EUA a todas as companhias chinesas que não cumpram os padrões de auditoria estadunidenses. Por outro lado, os EUA temem que várias destas empresas do gigante asiático possam estar ligadas ao Partido Comunista Chinês (PCR).

    Conforme a mídia, a China já tem duas bolsas de valores principais no continente, em Xangai e em Shenzhen, com uma capitalização total de US$ 12 trilhões (cerca de R$ 68,5 trilhões).

    De acordo com dados da Refinitiv, nos últimos 16 meses, 13 empresas chinesas listadas nos EUA, incluindo o Alibaba Group Holding Ltd, a Baidu Inc e a JD.com Inc, fizeram listagens secundárias em Hong Kong, no valor combinado de US$ 36 bilhões (aproximadamente R$ 205,5 bilhões).

    Mais:

    Acordo entre China e Irã visa expandir interesses comuns de maneira mutuamente benéfica, diz Zarif
    Disputa de sanções forçou UE a reavaliar sua estratégia para a China, diz FT
    Lavrov: Rússia e China não precisam de aliança como OTAN por terem relações diferentes
    Tags:
    bolsa de valores, guerra econômica, Wall Street, EUA, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar