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    O secretário de Estado dos EUA afirmou que Hong Kong não deve obter status especial, que dava à região um tratamento comercial e econômico especial e diferente dado à China.

    Na quarta-feira (31), o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reafirmou a decisão tomada no ano passado pela administração do então presidente Donald Trump de que Hong Kong já não é autônoma e continua possuindo um tratamento especial sem merecê-lo.

    Em um comunicado enviado ao Congresso, Antony Blinken, afirmou que a China continua "destruindo" a autonomia de Hong Kong, por isso, seu antecessor, Mike Pompeo, tomou a decisão de retirar o status especial em maio de 2020.

    Como resultado, segundo Blinken, a ex-colônia britânica não terá garantido comércio justo com os Estados Unidos nem terá benefícios econômicos de que desfrutou desde que regressou ao domínio chinês em 1997, com base na promessa de Pequim de que seria autônoma por 50 anos.

    "Anualmente, o Departamento de Estado envia ao Congresso relatório e certificação respectiva da Lei de Política de Hong Kong", disse Blinken. "Com o relatório deste ano, certifiquei ao Congresso a garantia de que Hong Kong não tem tratamento diferenciado ao abrigo da legislação dos EUA da mesma forma que as leis dos EUA foram aplicadas a Hong Kong antes de 1º de julho de 1997."

    Os comentários de Blinken são divulgados em meio ao envio ao Congresso de um relatório anual da Lei da Política de Hong Kong, em que a administração norte-americana deve determinar se Hong Kong merece um tratamento comercial e econômico especial.

    A administração Trump, em maio do ano passado, informou que retiraria o status especial de Hong Kong depois de a China ter anunciado uma nova lei de segurança para o território. O status dos Estados Unidos tratava Hong Kong como uma região separada da China, fornecendo um tratamento especial no comércio.

    Na terça-feira (30), a China finalizou a revisão do sistema eleitoral de Hong Kong, sendo as medidas mais significativas da estrutura política de Hong Kong desde 1997. As alterações modificam a dimensão e a composição do Legislativo e do Comitê Eleitoral a favor de candidatos leais a Pequim.

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    Tags:
    Antony Blinken, Hong Kong, China, EUA, Departamento de Estado
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