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    De acordo com um representante norte-coreano, as resoluções da ONU contra Pyongyang são "produtos diretos da política hostil dos EUA" contra a Coreia do Norte.

    posicionamento negativo do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) sobre os lançamentos de mísseis de Pyongyang manifesta uma política de dois pesos e duas medidas, que viola a soberania do país asiático e o direito à autodefesa, disse na segunda-feira (29) Jo Chol-su, alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte.

    "Constitui uma negação do Estado soberano e um aparente padrão duplo o fato de o CSNU ter contestado, com base nas 'resoluções' da ONU, produtos diretos da política hostil dos EUA em relação à República Popular Democrática da Coreia, as atividades normais que se enquadram no direito de nosso Estado à autodefesa", afirmou, citado pela agência norte-coreana KCNA.

    Os EUA exigiram novas sanções contra a Coreia do Norte na sessão de sábado (26), referiu Jo Chol-su.

    O diplomata lembrou que o órgão da ONU permaneceu em silêncio quando os EUA lançaram um ataque aéreo no leste da Síria, no final de fevereiro. O conselho também não respondeu ao recente anúncio do Reino Unido de que faria um aumento drástico de suas ogivas nucleares e ao teste de uma nova geração de mísseis balísticos intercontinentais de múltiplas pontas por parte da França, apontou.

    "O Conselho de Segurança das Nações Unidas não tem um único registro de ter questionado ou discutido tais atos. É realmente absurdo que tais países, que lideram os movimentos para minar a paz e a estabilidade global, estejam se concentrando em nossa medida autodefensiva."

    Segundo o funcionário, se a ONU continuar a usar uma política de "padrão duplo", ela só contribuirá para o agravamento da situação e o confronto, e não o diálogo, na península coreana.

    A Coreia do Norte realizou dois testes de mísseis nos últimos dias, lançando dois mísseis de cruzeiro em direção ao mar Amarelo em 21 de março e dois mísseis balísticos em direção ao mar do Japão (também conhecido como mar do Leste) na quinta-feira (25).

    Embora Pyongyang tenha descrito os testes como um direito de um Estado soberano à autodefesa, os lançamentos levaram a preocupações entre vários Estados, que solicitaram consultas fechadas sobre o assunto em outra sessão do CSNU durante a próxima terça-feira (30).

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    Tags:
    Coreia do Norte, Conselho de Segurança da ONU, ONU, EUA, Reino Unido, França, Síria
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